Enfermagem_Nutrição

Enfermagem_Nutrição

Dicas de nutrição. Como realizar uma alimentação saudável, problemas que advêm de uma alimentação desiquilibrada e incorrecta, assim muitas curiosidades e mitos da alimentação...

Quarta-feira, Julho 19, 2006

Sumo de romã ajuda a combater cancro da próstata

O consumo de sumo de romã pode ser um meio de combater o Cancro da Próstata e reduzir as células da doença, afirma um estudo publicado na revista "Clinical Cancer Research".
Investigadores do Centro Oncológico da University of Califórnia, em Los Angels, EUA, indicam que o sumo da romã diminui a proliferação das células do Cancro da Próstata e leva à morte das mesmas. Ao mesmo tempo, após uma intervenção cirúrgica, o sumo ajuda a reduzir o antigénio (substância que estimula a formação de anticorpos) específico da próstata.
Quanto mais rapidamente aumentam os níveis desse antigénio no sangue de homem após o tratamento maior é a possibilidade que o paciente morra com Cancro da Próstata. Segundo o médico Allan Pantuck, professor do Departamento de Urologia da University of Califórnia e autor do estudo, a velocidade de aumento de antigénio reduz-se em 35% nos doentes que consumiram sumo de romã.

O chá previne a formação de cálculos biliares

Um estudo publicado pelo International Journal of Cancer revela que o chá reduz o risco de cálculos biliares e de cancro, sobretudo em mulheres. O chá verde é referido pela autora do estudo, Ann W.Hsing, como o mais eficaz neste tipo de prevenção.
No estudo foram observados os casos de 627 doentes com cancro nos canais biliares e 1.037 com cálculos biliares, sendo comparados a 959 sem historial clínico neste domínio. Destes últimos, 40% eram consumidores de chá. Esta categoria incluiu todos quantos bebiam pelo menos uma chávena por dia durante seis meses.
Os resultados revelaram que os efeitos do chá eram mais marcantes no caso das mulheres. Em 27% o risco de cálculos biliares desapareceu e em 44% ficou afastada a hipótese de cancro na vesícula. A investigadora admite que certos químicos no chá tenham uma acção anti-inflamatória, impedindo por isso o crescimento anormal das células.

Sexta-feira, Março 31, 2006

Comer para manter um coração saudável


Comer pelo menos 5 peças por dia de frutos e legumes frescos, é uma das regras básicas para manter o seu coração a “palpitar”.


* Aumente a ingestão de frutos e legumes frescos, que são ricos em vitaminas e minerais antioxidantes. Procure comer pelo menos cinco porções por dia.
* Baseie a sua dieta em hidratos de carbono amiláceos, como os cereais, e legumes amiláceos, como a batata-doce e abóbora. Estes alimentos são uma boa fonte de fibras.
* Corte nas proteínas animais e coma mais proteínas de origem vegetal. Procure não comer mais que duas porções de proteínas magras por dia.
* Reduza a ingestão de carne vermelha e de produtos animais ricos em gordura, como o queijo, e aumente a ingestão de alimentos com gorduras saudáveis, como o peixe gordo, sementes, óleos de sementes e frutos secos.
* Guarde os alimentos gordos e açucarados, como as tartes, pastéis, bolos e biscoitos, para ocasiões especiais.
* Em vez de fritar, assar ou guisar em molhos suculentos com natas, grelhe, cozinhe a vapor, asse e salteie, utilizando uma pequena quantidade de óleo.
* Para aumentar o sabor dos legumes, utilize ervas aromáticas em vez de manteiga * Em vez de utilizar açúcar, adoce os pratos com sumo de maçã ou peras em puré; adicione condimentos como a canela para dar um gosto doce.
* Compre queijos, iogurte e lacticínios magros.
* Reduza o sal. Para aumentar o sabor, utilize ervas aromáticas, condimentos, alho, cebolas, sumos de citrinos e vinagre.

Sábado, Março 11, 2006

Ervas para crianças

As plantas podem resolver a grande maioria das doenças das crianças e evitar o recurso aos antibióticos, que acabam por debilitar o sistema imunológico, ficando a criança menos protegida para as fases seguintes da vida.
Gengibre – constipações, enjoo em viajem, perturbações digestivas - comer em biscoito, cristalizado ou infusão.
Alcaçuz – prisão de ventre, astenia (fraqueza) - tem um gosto adocicado, pelo que é, normalmente, do gosto das crianças. Dar 10 gotas de extracto 3 vezes por dia ou ½ chávena de infusão 2 vezes por dia.
Sésamo e alfazema – problemas emocionais - deitar 4 gotas de óleo de alfazema em 10 ml de óleo de sésamo e massajar suavemente os ombros e o abdómen.
Tomilho e árvore-do-chá – lêndeas - juntar 5 ml de óleo de árvore-do-chá com 5 ml de óleo de tomilho. Adicionar a 250 ml de champô e lavar a cabeça 3 vezes por semana até desaparecerem os indesejáveis parasitas.
Maravilhas e hipericão – esfoladelas - lavar as esfoladelas de dentro para fora com uma mistura de 5 ml de tintura de maravilhas em meio litro de água fervida. Pôr pomada de maravilhas ou hipericão nos golpes e tapar com uma compressa.

Sexta-feira, Março 10, 2006

As vantagens dos Pimentos

Todos os pimentos, vermelhos, verdes, amarelos ou cor de laranja , são ricos em vitaminas e minerais essenciais. São antioxidantes poderosos e altamente energéticos. Por isso os pimentos apresentam muitas vantagens, que estarão descritas a seguir.
Vitaminas A, C e E
Os pimentos contêm elevados níveis de vitaminas antioxidantes: vitamina C, betacaroteno (sobretudo os pimentos vermelhos), que o organismo converte em vitamina A, e vitamina E, além de zinco, um dos minerais antioxidantes. Por isso, ocupam um lugar elevado na tabela dos alimentos mais nutritivos. Os pimentos são particularmente importantes para o sistema imunitário, que ao combater a acção degenerativa dos radicais livres, protegem contra o risco de doenças cardíacas, acidentes vasculares cerebrais e muitas formas de cancro.
Energia e stress
Por serem ricos em vitamina C, necessária à produção de energia, os pimentos devem estar frequentemente presentes na nossa alimentação. A carência de vitamina C pode manifestar-se de diversas formas: enfraquecimento do sistema imunitário, que nos torna mais susceptíveis a gripes e constipações; cansaço e insónia; hemorragias das gengivas, úlceras da boca e maior dificuldade de cicatrização das feridas. Como o corpo não armazena esta vitamina, torna-se necessário ingeri-la regularmente para manter os seus níveis estáveis. Os fumadores precisam de quantidades adicionais de vitamina C, já que o tabaco reduz os seus níveis. Esta vitamina é útil no combate ao stress. Este pode ter origem nas tensões do dia-a-dia e na resposta emocional que a elas se dá, ou na tensão a que o corpo é sujeito devido a alimentação deficiente, vida sedentária e muitos outros factores. Como o stress fragiliza o sistema imunitário, os antioxidantes contidos nos pimentos ajudam a recuperar o equilíbrio. Por outro lado, as glândulas supra-renais, obrigadas a um esforço suplementar devido ao stress, precisam de muita vitamina C, que existe em grande quantidade nos pimentos.Os pimentos contêm ainda magnésio, mineral fundamental para o funcionamento das supra-renais.
Estimular a saúde
Os pimentos têm um efeito estimulante e revigorante sobre o organismo. Estimulam a digestão, sobretudo se ingeridos crus ou em sumo, e previnem a obstipação. Favorecem também a circulação sanguínea, aumentam a capacidade de convalescença e fazem bem à pele.

Gastrite


A gastrite é uma doença inflamatória que se caracteriza por acometimento da camada de tecido mais superficial que reveste o estômago, chamada de mucosa gástrica. Essa inflamação desenvolve-se como uma resposta normal do organismo quando ocorre uma agressão à sua integridade. Entretanto, essa resposta normal pode levar ao desenvolvimento de sinais e sintomas característicos dessa doença. A agressão que desencadeia o processo pode ser aguda ou crónica e, de acordo com seus tipos, podemos classificar as diversas formas de gastrite.
A gastrite pode ser causada por diversos factores, como por exemplo: Helicobacter pylori, aspirina, álcool e entre outros.
A gastrite pode ser completamente assintomática, principalmente nos casos crónicos. Na fase aguda, os sintomas são mais proeminentes.

A seguir estarão algumas orientações para evitar a gastrite:
-Comer em pequenas quantidades e várias vezes ao dia, evitando ficar sem alimentação por mais de 3 horas seguidas;
-Alimentar-se com calma, mastigando bem os alimentos, o que facilita o esvaziamento gástrico e a digestão;
-Evitar os famosos "fast-foods".Consumir bebidas alcoólicas com moderação, se possível evitar o consumo.
-Não há motivo para restrição dietética, mas se possível devem-se evitar ou reduzir a ingestão de alimentos muito gordurosos, frituras, doces concentrados, comidas muito condimentadas. Preferir refeições mais leves, de modo a facilitar a digestão;
-O consumo de café e outras bebidas que contém cafeína não é contra-indicado se o paciente tolera bem essas bebidas;
-Outra questão importante é o cuidado com a higiene pessoal e dos alimentos, para reduzir a transmissão de agentes infecciosos.

Uma alimentação rica em Fibras


As fibras são componentes extremamente necessários à nossa alimentação diária. Mantém o nosso sistema digestivo em funcionamento, retardam a absorção de açúcares, reduzem o risco de doenças do coração e diabetes e ainda ajudam a controlar o colesterol.
Sem grandes mudanças nos hábitos alimentares pode-se aumentar bastante a ingestão de fibras na dieta diária, proporcionando um melhor estado geral de funcionamento do organismo, especialmente do intestino. Para adultos é recomendável a ingestão de pelo menos 20 a 35g de fibras diariamente.

Algumas dicas para aumentar o seu consumo sem grandes esforços:

-Escolha comer a fruta inteira, ela contém muita fibra e é melhor do que tomar apenas o sumo;
-Quando beber sumo de frutas ou vitaminas, não coe;
-Como maçã, goiaba, ameixa, pêssego e pêra sempre com casca, pois é na casca e nas sementes que se concentram as fibras;
-Troque o arroz branco pelo integral ou selvagem;
-Lave bem as batatas, cenouras e sempre que possível como-as com casca. Muitos nutrientes são desperdiçados com a retirada desta;
-Coma pães integrais, de preferência com grãos inteiros;
-Independente das saladas consumidas, procure adicionar mais vegetais (de preferência os de cor verde mais escuro) a ensopados, refogados e sopas;
-Comer feijão, ervilha ou lentilha pelo menos 3 vezes por semana.

A Alimentação e a Enxaqueca

A Enxaqueca é um problema muito comum. Além de dor de cabeça forte, a pessoa com enxaqueca pode ter uma série de outros sintomas, como náuseas, vómitos, tonturas, visão embaçada, etc. Diversos alimentos podem provocar enxaqueca. Devem ser evitados os seguintes alimentos para quem sofre com esse mal:
-Queijos (excepto queijo fresco);
-Chocolate;
-Café em excesso;
-Qualquer tipo de álcool;
-Qualquer alimento fermentado;
-Alimentos contendo glutamato monossódico (que serve para enriquecer o sabor);frutas cítricas;
-Salsicha e comida em conserva.

O café, em particular, costuma ser consumido em quantidades excessivas, agravando os sintomas de dor de cabeça, assim como os de pressão arterial alta para os que dela sofrem. Procure restringir o café para o limite máximo de duas chávenas por dia.
Tão importante quanto evitar o alimento errado, é não deixar de alimentar-se. Ficar muito tempo sem se alimentar leva a uma baixa do açúcar no sangue (hipoglicemia), para a qual as pessoas que sofrem de enxaqueca são muito sensíveis. Coma 3 refeições bem equilibradas todos os dias. Nunca deixe a fome chegar. Evite “avançar” refeições.
Essas dicas não acabam de vez com a enxaqueca, mas pelo menos podem tornar as crises menos frequentes. A enxaqueca é um erro bioquímico do funcionamento do cérebro, levando a uma predisposição à dor de cabeça mediante uma enorme diversidade de estímulos, um deles é a alimentação. Porém, já há tratamento clínico preventivo, que impede o aparecimento das dores de cabeça, evitando que a pessoa tome analgésicos em excesso, ou esse ou aquele alimento.

Dicas para evitar a Celulite



Não restam mais dúvidas que a saúde, a beleza e o bem-estar estejam directamente ligados com o que colocamos no prato. Alimentos que auxiliam na redução da celulite, já que o acumulo de toxinas são um dos grandes responsáveis por ela. A seguir, estarão algumas sugestões para a prevenção da celulite:

-A alta ingestão de água, aproximadamente 2 litros por dia, impede a retenção de líquidos na gordura localizada;
-Evite alimentos ou preparações gordurosas, como feijoada, pizas, molhos gordurosos, queijos gordos, pães e bolachas recheados, chantilly, biscoitos amanteigados, gelados;
-Evite colocar muito óleo durante a preparação dos alimentos;
-Consuma alimentos isentos de açúcar refinado, ou seja pão integral, arroz integral, batatas e frutas;
-Devem ser consumidos alimentos de fontes magras de proteína, como clara de ovo, aves, peixes e carnes vermelhas magras;
-Alimentos integrais são boas fontes de fibras e ajudam a diminuir a absorção das gorduras, além de contribuir para a regulação dos intestinos;
-Prefira alimentos que não contêm sal na sua formulação, margarina sem sal, vegetais em geral, temperos naturais pois o sal ajuda a reter líquidos no seu organismo e consequentemente na gordura localizada;
-Não adicione muito sal durante a preparação dos alimentos ou quando prontos;
-Evite refrigerantes e bebidas alcoólicas, pois estes somente fornecem calorias não possuindo nenhum valor nutritivo, prefira sumos naturais ou água;
-Faça exercício físico do tipo aeróbico para favorecer a queima de gorduras, como caminhadas, bicicleta, natação, etc.

Comer para vencer a falta de apetite

O excesso de apetite pode ser um problema, mas a falta dele igualmente. Para combater esta segunda situação, deve optar por uma alimentação rica em:
POTÁSSIO:
Bananas, batatas, fruta seca, abacates, frutos secos, sementes e leguminosas são alimentos ricos neste mineral.
MAGNÉSIO:
Cereais integrais, frutos secos, leguminosas, figos secos e legumes verdes são ricos em magnésio e podem contribuir para abrir o apetite.
VITAMINAS B e C:
Coma fruta, legumes, cereais integrais, frutos secos, leguminosas, carne de vaca, peixe, ovos e lacticínios para repor os níveis destas vitaminas.
PEVIDES DE ABÓBORA.
As pevides (na imagem) são uma boa fonte de zinco, cuja carência costuma provocar perda de apetite. Carne vermelha magra e caranguejo ou outro marisco têm elevados níveis de zinco, tal como as sardinhas, a caça, a criação, o arroz, as leguminosas e os frutos secos.

Mudança de Atitude


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Salsa auxilia no final do parto

A salsa (Petroselinum crispum) é uma erva medicinal cultivada por todo o país. É usada pelo seu sabor aromático, conferindo personalidade a inúmeros petiscos.
No entanto, deve-se ter em conta que a salsa incorpora uma substância de nome apiol que propicia a estimulação uterina. Devido a tal capacidade, deve-se dosear o seu consumo durante a gravidez. Pode-se utilizar em pequenas quantidades culinárias, mas não em doses terapêuticas. O seu uso deve ser guardado para a altura do parto. Quando chegar a hora de dar à luz já pode recorrer à salsa como um auxílio nas contracções.
De facto, em alguns casos utiliza-se o princípio estimulante uterino da salsa para induzir o aborto, quando necessário. Nalguns países como a Rússia são utilizados durante o parto, a fim de estimular as contracções uterinas, produtos cujo ingrediente principal é o sumo de salsa.

Dieta de Recuperação


Poucos são os que dão importância à alimentação depois das competições ou treinos intensos. A dieta de recuperação é tão importante como a dieta de treino. Não tem qualquer lógica fazermos dieta para uma competição, para depois deitar tudo a perder.
Durante uma competição ou um treino intenso o organismo gasta muito das suas reservas de carburantes energéticos. As reservas orgânicas de glicogénio, gorduras, vitaminas e sais minerais esgotadas após uma competição são exemplo disso. Por outro lado, durante a competição acumulam-se no organismo muitas substâncias tóxicas resultantes do metabolismo.
Por isto tudo, devemos aumentar o aporte de água no organismo, estimulando a produção de urina e aumentando a excreção das substâncias tóxicas. A água deverá ser alcalina (ph menor ou igual a 7), pois águas ácidas (ph superior a 7), são contraproducentes. Os produtos tóxicos são ácidos (como o ácido láctico) e, assim, deveremos ingerir bebidas e alimentos alcalinos para os neutralizar, evitando a ocorrência de acidose no nosso organismo. O leite, de preferência magro ou meio gordo, é uma bebida alcalina ideal para uso na fase de recuperação.
A dieta nas primeiras 24 horas após a competição e principalmente na primeira refeição pós-competitiva deverá ser hipocalórica e hipoproteica. Geralmente há uma diminuição espontânea da fome e do apetite devido à existência de substâncias tóxicas ainda não libertadas. A primeira refeição após a competição não deverá conter proteínas e as seguintes deverão ser hipoproteicas. Não será nem a carne nem o peixe que nos ajudarão a recuperar, muito pelo contrário, pois são alimentos difíceis de digerir e pobres em glúcidos, que foram os nutrientes mais gastos durante o esforço físico. Quantas vezes não ficamos indispostos após uma refeição essencialmente proteica, ingerida durante a fase de recuperação de uma competição!!! Assim, para que isso possa ser evitado, é aconselhável que as refeições sejam essencialmente constituídas por glúcidos, já que o principal objectivo é o de se refazerem as reservas de glicogénio hepático e muscular e as reservas de triglicéridos. Os alimentos vegetais são muito ricos em glúcidos para além de serem alcalinizantes, pelo que são ideais para usar na fase de recuperação.
Não devemos ingerir bebidas alcoólicas após as competições. O álcool, devido às suas propriedades diuréticas, facilita, por um lado, a excreção das substâncias tóxicas, o que é benéfico, mas, por outro lado, aumenta a perda de líquidos num organismo muito desidratado, o que é maléfico. Assim, se quisermos beber cerveja após uma competição, deveremos, depois ingerir grandes quantidades de água para evitarmos a desidratação.
Se a competição foi disputada em más condições de arrefecimento, com elevada perda de sais minerais pela sudação, deveremos exagerar um pouco o uso de sal na comida para aumentar o aporte de sódio e cloro na dieta. Deveremos igualmente beber sumos de tomate ou laranja, ou comer ananás ou bananas, muito ricos em potássio. Uma boa água mineral alcalina poderá também ajudar a atingirmos estes objectivos.
Para além destes cuidados alimentares, é preciso não esquecer que existem outros que ajudam na recuperação do atleta:
Nas 24 horas que se seguem á realização de um esforço intenso o atleta deve fazer um treino ligeiro, pois este activa a circulação sanguínea muscular facilitando a eliminação dos produtos tóxicos do metabolismo. A paragem total da actividade física após a competição é maléfica, assim como a realização de treino intenso, pois retardam os mecanismos orgânicos de recuperação.
O atleta poderá fazer um banho de imersão em água quente (38º-41ºC) durante cerca de cinco minutos. O objectivo é a activação da circulação sanguínea muscular através de uma vasodilatação causada pelo calor.
O atleta deverá executar exercícios de estiramento e relaxamento musculares após a competição, fazendo com que as fibras musculares readquiram as suas propriedades habituais.

Cólicas nos bebés

As cólicas são contracções da parede dos intestinos que causam dores espasmódicas no abdómen. Um indício de que o bebé está com dores devido a cólicas é a presença de gases.
Podem ocorrer em qualquer idade, mas têm maior incidência durante os primeiros 3 meses, sobretudo após a refeição da noite.
Prepare um chazinho (infusão) natural de Erva-Doce (Pimpinella anisum) ou Funcho (Foeniculum vulgare). Para isso:
  • Ferva uma chávena de chá de água.
  • Apague o lume e adicione uma colher de chá de sementes de uma destas plantas para 1 chávena de chá.
  • Dê até 2 chávenas de chá por dia.

Dosagem:

  • Para crianças com menos de 6 meses, as infusões podem ser tomadas pelas mães que amamentam.
  • Crianças 6-12 meses – 1/3 de dose
  • Crianças 7–12 anos – 1 ½ doses

Aveia reduz o Colesterol


Quando alguém procura ajuda para compor uma dieta equilibrada, torna-se inevitável a indicação do consumo de cereais. Entre tantos, um que merece grande destaque é a aveia, um alimento de alta qualidade nutricional, rico em fibras solúveis e, que, por esse motivo, auxilia no bom funcionamento do intestino. Mas quem pensa que essa é a única função desse cereal está muito enganado. Um estudo recente mostra que uma alimentação suplementada com aveia garante uma diminuição no nível de colesterol e, por consequência, protege contra doenças cardiovasculares.
Esse efeito benéfico do cereal acontece porque a aveia atrapalha fisicamente a absorção de diferentes tipos de gordura no intestino e, por isso, impede sua transformação em colesterol.
O consumo de cerca de 75g de aveia por dia para o bom funcionamento do organismo. A aveia pode ser consumida em flocos, farelos, mingau ou associado com outro alimento, com excepção de frituras.
O efeito benéfico com relação à redução de colesterol varia de pessoa para pessoa. Mas, 70% daqueles que ingerem aveia têm mais chances de conseguir tal diminuição.
Este cereal não resolve por completo o problema do colesterol alto. A aveia é apenas um coadjuvante que auxilia nessa diminuição de colesterol. Associar uma boa nutrição, exercícios físicos, controlo de stress com abandono de vícios nocivos é essencial para o controle do problema.
Confira agora uma dica de alimentação incluindo o cereal: banana no forno com canela em pó, mel e aveia em flocos. Nesse prato, a aveia ajuda a liberar lentamente o açúcar da fruta e do mel. Assim garante disposição para você fazer as suas actividades por um bom tempo.

Sumo de batata

A batata tonifica o baço e o pâncreas. Harmoniza o estômago, lubrifica os intestinos, fortalece os rins e contém hidratos de carbono que já se encontram sob a forma de açúcares.
Este sabor doce favorece o baço e o pâncreas, principalmente, naqueles indivíduos que não mastigam outros hidratos de carbono suficientemente bem para extraírem os açúcares.
A batata neutraliza os ácidos do organismo, o que ajuda a eliminar a artrite e reumatismo.
O seu alto conteúdo em potássio é benéfico para quem use demasiado sal e alimentos muito ricos em sódio, incluindo a carne.
Também reduz qualquer inflamação. O seu sumo pode ser também aplicado externamente para tratar feridas.O sumo fresco é considerado ter propriedades antibióticas. Auxilia, igualmente, a flora intestinal e é uma fonte rica em vitamina C, enzimas e minerais. Deve ser consumida de origem biológica.

Os benefícios do kiwi

Esta fruta exótica, com uma estranha aparência que não agrada muitas pessoas, depois de ser saboreado, com seu gosto levemente azedo, o kiwi vai ganhando seu espaço na preferência de muitos.
Pesquisa realizada nos Estados Unidos pela FDA (Food andy Druy Administration - US) comprovaram que o kiwi é uma óptima fonte de Vitamina C, E, B6, niacina, potássio, magnésio, cobre, fosfato e fibras dietéticas, possui gordura e nenhum teor de colesterol. Tem efeitos anti-inflamatórios, antioxidantes, anticancerígenos e laxativos.
A perfeita combinação das vitaminas A e E pode diminuir o risco de doenças cancerígenas, artério-coronarianas e melhora o sistema imunológico. A vitamina B6, A e a niacina são encontradas em quantidades menores que as outras, porém, estas agem atenuando às rugas da pele. Alguns dos elementos minerais que o compõe, o cálcio, magnésio, ferro e especialmente o potássio, contribuem para equilibrar a tensão arterial, que aumentam as defesas do organismo na prevenção das gripes e resfriados, além das quantidades razoáveis de fibras solúveis, que auxiliam a diminuição dos níveis de colesterol no sangue.

Aloé

Esta planta trata distensão abdominal, obstipação crónica, rosto vermelho, dores de cabeça, amenorreia, falta de apetite e digestão lenta. Elimina parasitas intestinais, trata infecções fúngicas, tumores, queimaduras. Promove o peristaltismo e elimina calor.
Em que situações deve ser utilizado:
  • estagnação de qi (energia) dos intestinos;
  • fogo do fígado;
  • estagnação de qi do útero;
  • estagnação de qi do estômago;
  • estagnação de qi do fígado.

Em caso de hemorróidas, hemorragias uterinas, sangramento fora do ciclo menstrual (estagnação de sangue do útero e calor no sangue), vazio de qi do estômago ou vazio de qi do baço-pâncreas, esta planta não é aconselhada.

Alface

A alface é uma planta herbácea comestível, da família das Compostas. É originária da Ásia e é conhecida pelo homem há milénios. Por volta do ano 500 a.C., já várias civilizações consumiam alface. O termo "alfacinha", diminutivo de alface, foi muito usado no Brasil-Colónia para designar, muitas vezes de forma pejorativa, os portugueses nascidos em Lisboa. Cristovão Colombo levou a alface para a América em 1493.
A alface é anódina (acalma as dores), anti-espasmódica, expectorante, sedativa, anti-reumática, anti-ácida, antioxidante, calmante, diurética, eupéptica, laxante e rejuvenescedora.
Para estimular o apetite, prepara o organismo para a ingestão de alimentos mais pesados. Indicada para pessoas tensas, agitadasou que sofrem de insónia, pois age contra a agitação nervosa e palpitações. Usada ainda contra hipocondria, reumatismo e conjuntivite.
O sumo de alface é usado como substituto do ópio em alguns procedimentos terapêuticos contra a dor. Ajuda ainda a prevenir doenças degenerativas como o cancro e arteriosclerose.

Excesso de açúcar na alimentação

Uma lata de refrigerante pode conter o equivalente a cinco pacotes de açúcar, detectou a Deco num estudo que incluiu 110 alimentos, muitos deles com excesso de açúcar e alguns sem indicar a respectiva quantidade no rótulo. O estudo da associação de consumidores, divulgado na última edição da revista Teste Saúde, salienta que os valores-limite das doses diárias de açúcar recomendados pela Organização Mundial de Saúde variam entre os 50 (crianças e idosos) e os 75 gramas (adolescentes), ou seja, entre cinco e 7,5 pacotes de açúcar. A Deco salienta que é fácil ultrapassar os limites recomendados: basta comer cereais de chocolate ao pequeno-almoço, algumas bolachas durante a manhã, acompanhar o almoço com um refrigerante e lanchar um leite chocolatado com gelado de morango para atingir 90 gramas.

Forma do atlta se apresentar à partida de uma prova, com boas reservas de glicogénio muscular

Como o próprio tema nos indica, trata-se de provas a partir dos 20 kms. Em todos os esforços de longa duração é muito importante que à partida os músculos estejam carregados de glicogénio.
A quantidade de glicogénio nos músculos depende de três factores:
A alimentação que o atleta fez nos dias antecedentes à prova.
O tipo de treino que o atleta fez nos dias antecedentes à prova.
O tipo de treino que o atleta desenvolveu nos anos antecedentes.
Desde os anos sessenta que são dados conselhos sobre a dieta a seguir pelos atletas, de modo a haver uma máxima concentração de glicogénio nos músculos: seis dias de dieta especial, os três primeiros dias de dieta hipoglucídica e os três últimos de dieta hiperglucídica. Os três dias de dieta hipoglucída, não poderiam conter qualquer tipo de açúcar ou amido, eram dias bastante duros para os atletas que a faziam, não se deveriam comer massas, arroz, pão, batatas, marmelada, fruta, açúcar etc...
Pessoalmente, utilizei este tipo de dieta em 14 das 19 maratonas que corri, mas de um modo ainda mais apertado, pois começava a dieta logo no domingo de manhã a seguir ao treino longo e executava a dieta até ao mínimo pormenor. Até quarta feira ( 4 dias de hipoglucídica ) sentia um pouco de cansaço, mas nada de anormal, até sábado ( 3 dias de hiperglucídica ) completa recuperação a nível de energia e força e lá estava no domingo de manhã com as reservas de glicogénio no máximo.
Posso afirmar por experiência própria que este tipo de dieta foi muito proveitosa a partir dos 30 kms e que tirei muitos benefícios dela, que o digam as dezenas de atletas que eu passava dos 30 aos 42 kms.
Não é conveniente experimentar este tipo de dieta pela primeira vez numa competição importante, pois o organismo pode não reagir da melhor maneira e adeus competição. Aconselho a quarta semana de uma planificação de oito semanas para a maratona.
Em estudos posteriores, concluiu-se que num atleta bem treinado, não eram necessários tantos dias de dieta. Aquando das primeiras investigações, mesmo para os atletas de nível superior, a concentração de glicogénio nos músculos era na ordem 1,5/2 gr. por cada 100 gr. de músculo. Hoje em dia, verifica-se que nos atletas bem treinados, principalmente nos maratonistas, a concentração normal de glicogénio nos músculos anda à volta de 3,5 gr. por 100 gr. de músculo. Este estudo permite concluir que podemos obter níveis de glicogénio elevados, exigíveis para a realização de uma prova de longa duração, apenas em três dias de dieta hiperglucídica, eventualmente com um único dia de dieta hipoglucídica, a anteceder estes três dias, o que é uma grande vantagem quer do ponto de vista prático quer psicológico para o atleta.
Uma das grandes desvantagens deste tipo de dieta reflecte-se sobretudo no sistema nervoso, uma vez que três dias de dieta hipoglucídica provocam uma baixa concentração de glucose no sangue, que por sua vez tem efeitos prejudiciais no sistema nervoso do atleta. Acontecia frequentemente que após essa dieta alguns atletas entravam em depressão, o que tornava muito difícil os treinos nesses três dias porque os mesmos viam-se obrigados a fazer um esforço excessivo relativamente à sua concentração de açúcar no sangue.

Nozes e Chocolate


As Nozes são um concentrado de nutrientes. Ajudam a combater o stress, protegendo o organismo dos seus efeitos negativos.
Se costuma evitar as nozes por terem muita gordura, lembre-se de que esta é poliinsaturada, a sua forma mais saudável. As nozes reduzem os níveis de colesterol, o que ajuda a proteger o organismo das doenças cardiovasculares. As suas gorduras poliinsaturadas fornecem os ácidos gordos essenciais que o corpo não consegue produzir e que têm uma função específica na coagulação do sangue. As nozes de conserva em vinagre (em pickles) são ricas em vitamina C, que ajuda também a reduzir o stress.

Chocolate
Do ponto de vista da nutrição, o chocolate contém alguma proteína, quantidades variáveis de açúcar e certos minerais. O chocolate preto, por exemplo, é uma fonte útil de ferro e magnésio, e todas as variedades contêm potássio, além de compostos que são estimulantes suaves que podem provocar enxaquecas em pessoas susceptíveis. Por ser rico em gordura, cerca de 30% do seu peso, o chocolate tem um alto teor calórico, aproximadamente 500 calorias por 100 g.

7 - Comem-se poucos alimentos frescos


Todos sabemos o valor biológico e nutritivo dos alimentos comidos frescos.
Com a evolução da humanidade, e a uma vida diária cada vez mais ocupada a que somos obrigados, os produtos enlatados e congelados fazem parte da nossa alimentação, não nos dando por vezes qualquer valor alimentar.
Optar pela fruta, legumes, cereais, será o caminho mais correcto.
É um grande erro, acreditar que um lanche ou um pequeno-almoço rico e abundante, capaz de encher o estômago, constitui factor fundamental para qualquer atleta ficar apto a melhorar o seu rendimento desportivo.

A canela ajuda a aliviar a dor de estômago

Segundo a Medicina Tradicional Chinesa, a dor de estômago deve-se a hábitos de alimentação descuidados, infelicidade, yang fraco ou demasiado frio.
Aproveitamos para lhe indicar algumas regras para evitar estas armadilhas:
Não coma sempre os mesmos alimentos. Varie a sua alimentação a cada refeição.
Evite excessos. Coma pouca comida com especiarias, vinagrentas, fritas, salgadas e açucaradas.
Nunca coma grandes quantidades numa só refeição. Deve-se levantar da mesa a sentir apenas 2/3 do estômago cheio.
Empanturrar-se conduz a uma sobrecarga no sistema digestivo, absorção deficiente dos nutrientes, qi fraco e doença. Três refeições ligeiras por dia são o ideal. No entanto, se fizer muita actividade física e precisar de mais calorias, pequenos lanches ao longo do dia é melhor do que uma ou duas refeições abundantes.
Não abuse das bebidas em vez de comida sólida. Se conseguir fazê-lo confortavelmente, não beba durante as refeições. A ingestão de líquidos dilui os sucos gástricos e prejudica a digestão. Tome a sua bebida antes ou depois das refeições.
Quando está com dores no estômago, evite ingerir picantes, alho, vinagre, vinho ou álcool, chá ou café fortes, bananas, papaia e couve.
E tome uma infusão de canela. Leve o equivalente a uma chávena de água (250 ml) a ferver numa panela pequena. Verta de seguida a água quente para a chávena. Dissolva 5 gramas de pó de canela na água. Deixe repousar durante 10 minutos. Beba morno, sempre que lhe apetecer.

6 - Come-se proteínas de origem animal e mat´rias gordas em excesso


A albumina, ou seja, as proteínas e os seus ácidos aminados, constituem uma necessidade para o corpo humano, mas em nenhum caso as proteínas deverão ser exclusivamente de origem animal.
Dos 26 ácidos aminados que constituem a albumina animal, o homem apenas utiliza 11. Os outros, são fabricados através de processos próprios da condição humana. A quantidade necessária para as suas actividades diárias é de 30 a 40 gramas e pode obtê-las a partir das proteínas das plantas e ocasionalmente as contidas no leite, no queijo e outros produtos derivados do leite.
Todo o excesso da quantidade anterior indicada, irá provocar uma obstrução da circulação vascular e sobrecarregar o fígado, acarretando, igualmente, uma inútil hipertermia do organismo, para já não citarmos a formação de produtos tóxicos ao nível dos intestinos.
Quanto às matérias gordas, o mais significativo prende-se com dificuldades na circulação sanguínea e na fadiga do coração.

Como se evita a Azia?


Azia é uma sensação de queimadura no esófago. A dor geralmente eleva-se até o peito e pode irradiar até o pescoço e garganta. A sensação de queimadura é causada pela exposição do esófago ao conteúdo ácido do estômago. Azia também foi identificada como uma das causas de asma e tosse crónica.

Recomendações para evitar a azia:

-Faça refeições mais leves. Sente-se e coma sem pressa, mastigando bem os alimentos;

-Não pratique exercícios físicos, nem se abaixe ou se curve após as refeições;

-Evite beber durante as refeições. Bolo alimentar mais consistente tem menor probabilidade de causar refluxo;

-Não use cintos ou roupas apertadas na região do abdómen;

-Tente perder peso. A obesidade pode aumentar a incidência de azia;

-Evite chás, café, refrigerante tipo cola e cafeinados, bebidas alcoólicas, chocolate, frutas cítricas, hortelã, tomate e molho de tomate, alimentos apimentados e comidas gordurosas. Procure analisar os alimentos ingeridos antes das crises para identificar os possíveis causadores dos sintomas;

-Não fume;

-Evite refeições perto do horário de deitar-se. Durma com travesseiros mais altos ou eleve a cabeceira da cama com um bloco de madeira, por exemplo;

-Antiácidos podem aliviar os sintomas, mas o seu uso excessivo deve ser sempre evitado, especialmente por portadores de glaucoma, diabetes, doenças cardíacas porque o sal neles contido pode elevar a pressão arterial.

5 - Comem-se muito cozidos, fritos ou assados


Cozer, fritar ou assar muito os alimentos, é tirar-lhe e destruir-lhe as vitaminas, proteínas, fermentos ou enzimas, assim como a redução dos teores de sais minerais ou da frescura dos vegetais, devido a processos de fotossíntese.
A perda em valor nutritivo é algo de constante quando se cozinha. Todo o tratamento pelo lume equivale a um empobrecimento de alimentos preciosos e de alimentos vitais primitivos. Quando é aconselhável preparar os alimentos através do calor, como, por exemplo, as batatas ou os produtos à base de cereais, torna-se necessário prepará-los antecipadamente, tal como cozer as batatas com pele (já que as matérias minerais, a vitamina c e os prótidos encontram-se directamente na própria pele), os cereais, através de uma ligeira fervura.

4 - Come-se grande variedade na mesma refeição


Aqui devemos ter em atenção o que se referiu no 1º ponto, compreendendo-se assim, como é prejudicial absorver na mesma refeição alimentos que vão ficar no estômago de 1 a 8 horas. A longo prazo um estômago que seja obrigado a suportar um trabalho tão esgotante, não poderá segregar os sucos gástricos necessários. Portanto, os alimentos não podem ficar suficientemente "tratados", ficando a fermentar durante mais tempo, em virtude da falta de sucos digestivos. Cria-se assim um terreno propício a possíveis doenças do estômago.

3 - Come-se muito Rapidamente


Aqui está um dos maiores erros e dos mais frequentes que cometemos, que vai sobrecarregar de maneira considerável os órgãos digestivos. Os alimentos devem ser completamente triturados, daí termos uma dentição apropriada para isso e constituída por dentes: incisivos, caninos e molares.
Se nos alimentarmos de forma brusca e rápida, a primeira fase natural do processo de digestão é claramente retardada, pois os hidratos de carbono são empurrados para o estômago sem que antes tenham sido "atacados" pela saliva. Tal situação vai provocar uma sobrecarga das glândulas do estômago, que, desta forma, são obrigadas a um trabalho suplementar para reduzir os alimentos em finas partículas.

Diferencie as gorduras

Monoinsaturados: são as mais recomendáveis, já que diminuem o colesterol «mau» e respeitam o «bom». Estas gorduras encontram-se no azeite, no amendoim, no abacate, nas avelãs e nas amêndoas.
Poliinsaturados: diminuem tanto o colesterol «mau» como o «bom», pelo que não é recomendável ingeri-las em grande quantidade. Estão presentes nos óleos de cártamo, girassol, milho e soja, bem como nos peixes azuis e nos frutos secos.
Saturadas: aumentam o colesterol no sangue e o risco de enfarte ou acidente vascular cerebral. Encontram-se na manteiga, na margarina, no toucinho, na banha, nos oleosa de palma e de coco, nos produtos lácteos (natas, leite condensado, queijos gordos), nos enchidos e nas carnes gordas.

2 - Come-se em Grande Quantidade


STOP ao excesso alimentar, cujas consequências mais visíveis é a obesidade. Hoje, na nossa sociedade, come-se não necessariamente por termos fome, mas porque são horas do pequeno-almoço, almoço ou jantar...
Tudo isto parece correcto. Porém, como já várias vezes foi dito, a absorção dos alimentos tem como finalidade produzir calor e energia, que irão estimular o crescimento e activar-nos para a vida diária. Por outras palavras: a absorção dos alimentos deveria, sempre que possível, corresponder às necessidades energéticas detectadas pelo nosso organismo. Se há excesso, ele está preparado para fazer um certo armazenamento, que pode ser bastante útil, ou para eliminá-lo, se notar que ele pode ser prejudicial ao seu funcionamento.
No quadro que apresento em baixo, pode-se ver, quais as necessidades calóricas de um adulto em função das suas características morfológicas.
Muito cuidado com os alimentos " atractivos " devido ao seu aspecto, tais como bolos com e sem creme, gelados etc..., que nos fazem cair num processo de obesidade, fazendo circular no organismo quantidades de matérias de alto valor nutritivo mas de inutilidade total. O fígado deveria "queimá-las" e os rins "eliminá-las" por completo. Porém, tudo é impotente perante tal avalanche de alimentos, e enquanto isto, a obesidade começa a alastrar!

1 - Come-se com muita Frequência


Na maior parte dos casos, o simples facto do alimento ser apresentado de maneira atraente, e logo quando entra na boca, provoca no nosso organismo um fenómeno reflexo independente da nossa vontade e que faz activar os primeiros mecanismos da digestão. As glândulas salivares entram em actividade, transformando os hidratos de carbono em açúcar de amido, enquanto o suco gástrico prossegue a actividade de degradação dos alimentos através das inúmeras glândulas do estômago, cujos músculos activam-se para os triturar antes da sua progressão no próprio aparelho digestivo.
É muito importante saber-se quanto tempo ficam no estômago os vários tipos de alimentos que ingerimos:
DE 1 A 2 HORAS – Água, Chá, Café, Cacau, Ovos, Leite....
DE 2 A 3 HORAS – Ovo cozido, Peixes, Pão, Saladas verdes, Batatas, Leite fervido....
DE 3 A 4 HORAS – Arroz, Açúcar, Carne em geral.....
DE 4 A 5 HORAS – Carnes fumadas, Alimentos com muita gordura, Legumes em cru.....
DE 5 A 8 HORAS – Sardinhas, Enchidos, Carnes com grande teor de gordura....
Como podemos verificar, o processo de digestão dura períodos diversos e a lição que devemos tirar de tudo isto, é a da necessidade de nos esforçarmos por deixar um certo tempo livre para que os mecanismos do estômago possam preparar devidamente a melhor assimilação dos alimentos, pois há ainda que ter atenção toda a complexa intervenção dos sucos de natureza química, que são, ao fim e ao cabo, os principais intervenientes do processo final da digestão.
O tempo total em que os alimentos estão no organismo, (até à sua completa eliminação) pode durar de 21 a 26 horas e, logo de início, o sangue mobiliza-se quase na sua totalidade para cooperar na assimilação alimentar. Os glóbulos brancos controlam a chegada dos alimentos ao tubo digestivo e, por sua vez, os vermelhos asseguram o respectivo transporte, assim como do oxigénio, sendo os resíduos do metabolismo celular dirigidos para os rins, fígado, e mesmo para os pulmões, sob a forma gasosa.

Os 7 Grandes Erros na Nossa Alimentação

Não existe qualquer dúvida em se concluir que se come...
1 - Com muita frequência
2 - Em grande quantidade
3 - Muito rapidamente
4 - Com grande variedade de coisas na mesma refeição
5 - Alimentos muito cozidos, fritos ou assados
6 - Excesso de proteínas de origem animal e de matérias gordas
7 - Alimentos frescos em quantidade reduzida e que contenham o seu valor nutritivo

Os benefícios do azeite para a saúde

O azeite virgem é um sumo de fruta 100% natural, que conserva o sabor, aroma, vitaminas, antioxidantes e todas as propriedades da azeitona.
O azeite é rico num tipo de gordura saudável (gordura monoinsaturada), que reduz o colesterol «mau» (LDL) no sangue, mantendo o nível do colesterol «bom» (HDL). Deste modo, permite um equilíbrio saudável entre estes dois tipos de colesterol.
O colesterol «mau» deposita-se nas paredes internas das artérias, estreitando-se e causando aterosclerose, que pode conduzir a um enfarte do miocárdio e a paragem cardíaca. O colesterol «bom», pelo contrário, protege-nos do enfarte. Pelos seus efeitos saudáveis sobre a gordura do sangue, o azeite diminui o risco de enfarte cardíaco.
Por outro lado, devido ao seu alto teor em ácidos gordos monoinsaturados, o azeite também é aconselhado na diabetes, influenciando os valores do açúcar e gordura no sangue.
No que se refere ao aparelho digestivo, o azeite é bem tolerado pelo estômago. Diminui a secreção de ácidos gástricos, o que produz efeitos muito positivos nas úlceras do estômago e do intestino delgado.
Além disso, o azeite tem um efeito preventivo na formação de pedras e actua como auxiliador da digestão.
Também pode proteger de alguns tipos de cancro, particularmente o da mama.

Diferença entre Diet e Light

Diet: alimento para ser usado numa dieta específica (exemplo: diabéticos, hipertensos etc). Um alimento diet pode ter apenas redução na quantidade de açúcar ou de sal, sem que isso diminua muito o valor calórico. Os alimentos sem sal têm, normalmente, o mesmo valor calórico do que o similar com sal.
Light: alimento que sofreu alguma modificação de forma a levar uma redução no teor de calorias totais. Exemplo: alimento desnatado ou semidesnatado, com redução total ou parcial no teor de açúcar de forma a diminuir o total de calorias.

Como deve ser o jantar

De um modo geral, o jantar deve ser uma refeição "leve", constituída de alimentos de fácil digestão, e em quantidades moderadas ou pequenas, dependendo das necessidades de cada um. Sendo assim, deve-se usar preferencialmente, nessa refeição, massas com pouca ou nenhuma gordura (exemplos: pão branco ou integral, macarrão com molho sem gordura, arroz, tortas assadas com pouca gordura no preparo etc), acompanhadas por vegetais na forma de saladas, patês, cremes, sopas, guisados ou refogados preparados com pouco óleo etc. As frutas podem ser acrescentadas ao jantar puras ou na forma de sucos, mas não devem substituir totalmente as hortaliças, uma vez que, normalmente, são mais ricas em açúcares, tendo assim maior valor calórico.
Não se esquecer que uma fonte de proteína é importante para o equilíbrio da alimentação; assim, é necessário acrescentar um pouco de carne ou de laticínios (leite, iogurte ou queijos), dando preferência sempre aos que contêm pouca gordura (carnes magras ou queijos brancos). Produtos à base de soja também podem ser usados, em combinação às massas, como substitutos da carne. Resumindo, a substituição do jantar por lanches pode favorecer o surgimento da obesidade e outros problemas relacionados a uma alimentação desequilibrada, sendo uma prática que deveria se restringir a dias em que não seja possível o preparo de uma refeição adequada. Normalmente, os lanches são constituídos por alimentos de grande concentração calórica, ou seja, grande quantidade de calorias em pequenas quantidades. Um lanche pequeno (exemplo: uma coxinha com um copo de refrigerante ou suco) é, normalmente, mais calórico e menos nutritivo do que um prato de comida normal.

Alimentos ricos em Ferro



O ferro é essencial para a boa saúde do seu sangue durante toda a vida. Para, garantir um fornecimento diário regular deste mineral, coma bastantes legumes verdes e alimentos ricos em proteínas. Consuma alimentos frescos com vitamina C par a que o seu organismo possa absorver adequadamente o ferro.

Como se calcula a Obesidade nas Crianças?

O diagnóstico de excesso de peso e de obesidade em função do IMC em crianças e adolescentes não é aplicável com as regras do adulto, devido às características dinâmicas dos processos de crescimento e de maturação que ocorrem durante a idade pediátrica.
Contrariamente ao adulto, em que é possível definir exactamente a pré-obesidade e a obesidade, na criança e no adolescente, com as velocidades de crescimento que registam, em ambos os sexos e com uma enorme variabilidade inter e intra-individual, tal não é possível.
Assim, o valor do IMC em idade pediátrica deve ser percentilado e tem como base tabelas de referência:
Valores de IMC iguais ou superiores ao percentil 85 e inferiores ao percentil 95 permitem fazer o diagnóstico da pré-obesidade;

Valores de IMC iguais ou superiores ao percentil 95 permitem fazer o diagnóstico da obesidade.

Nutrientes essenciais


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Excesso de peso nos adolescentes

A prevalência de excesso de peso tem-se incrementado de forma importante nas últimas décadas até chegar a constituir, actualmente, um dos problemas de saúde mais importantes na adolescência, tanto nos países desenvolvidos como nos países em desenvolvimento. Por outro lado nos países desenvolvidos os jovens apresentam uma tendência crescente para se preocuparem com o peso, e, consequentemente, põem em prática frequentemente comportamentos para o seu controle, alguns dos quais podem pôr em risco a sua saúde.
Para perceber esses comportamentos, foi realizado um estudo descritivo, de prevalência de excesso de peso na população de adolescentes do Concelho de Braga. Estudou-se a associação do excesso de peso com o sexo, a idade e o nível sócio-económico. Este estudo permitiu também obter informação dos comportamentos para perder peso – dieta, actividade física, indução do vómito, uso de comprimidos e uso de laxantes.
A metodologia consistiu na aplicação dum questionário e na medição do peso e altura a alunos de uma amostra aleatória de turmas e de escolas do ensino básico e secundário do Concelho de Braga.
Participaram no estudo 452 alunos (54,4 % rapazes e 45,6% raparigas) de idades compreendidas entre os 15 e os 18 anos. A prevalência de excesso de peso foi de 22,8% (IC95%, de 18,9 a 26, 7%). A proporção de alunos com desejo de perder peso foi de 40,5%. A proporção de alunos que já tentaram perder peso foi de 26,8%. A proporção que já fizeram dieta para perder peso foi de 16,6%. Responderam estar a fazer dieta actualmente 6,2%. A proporção de alunos que afirmam praticar actividade física foi de 61,5%. A proporção de alunos que praticam comportamentos purgativos e de que tomam comprimidos foi de 5,8%.
A elevada prevalência de excesso de peso e a pratica de comportamentos não saudáveis para perder peso permite concluir sobre a importância de programas de intervenção dirigidos à promoção da saúde e à prevenção de excesso de peso e de comportamentos não saudáveis de controlo de peso.

Genética pode explicar anorexia nervosa

A genética desempenha um papel importante na anorexia nervosa, segundo um estudo publicado no Archives of General Psychiatry. Um estudo conduzido por investigadores da University of North Carolina, EUA, com gémeos, na Suécia, mostrou que 56% do risco de desenvolver distúrbios alimentares tem como base o histórico familiar. Outros factores não específicos desencadearam a perturbação em 44% dos casos. "A anorexia é um distúrbio psiquiátrico moderadamente hereditário que pode ser previsto pela presença precoce de neurose, caracterizada por baixa auto-estima, instabilidade emocional e sentimentos de depressão, ansiedade e culpa", afirmaram os cientistas. As conclusões foram tiradas após a análise de um banco de dados do histórico de saúde de mais de 31 mil gémeos entre 1935 e 1958.

Obesidade e Desnutrição


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Um peso Saudável

O seu Índice de Massa Corporal (IMC) pode ser calculado dividindo o seu peso em quilogramas pelo quadrado da sua altura em metros. Se sua IMC está abaixo de 20, você está abaixo do peso. Você deve ter cuidado para não perder mais peso e deve consultar um médico. Se sua IMC está entre 20-25, seu peso está adequado para sua altura. Se sua IMC está entre 25-30, você esta um pouco acima do peso. Se o seu IMC está acima de 30 você está acima do peso e deve considerar uma dieta ou sua saúde irá ser prejudicada. Com o IMC maior do que 30 existe um risco maior para várias doenças, incluindo as doenças coronárias, hipertensão, alguns cancros, diabetes, problemas músculo-esqueléticos, disfunções reprodutivas e doença da vesícula biliar.

Cerveja tem efeito anti-inflamatório


Beber cerveja actua positivamente sobre os processos inflamatórios e algumas doenças crónicas, de acordo com um estudo divulgado pela Innsbruck University School of Medicine, na Áustria. Segundo um comunicado de imprensa da equipa de investigadores, liderada por Dietmar Fuchs, as experiências realizados com células sanguíneas demonstraram que a cerveja pode bloquear algumas infecções e doenças crónicas. Os autores do estudo, realizado na secção de biologia química da universidade austríaca, asseguram que a cerveja parece aumentar a produção da chamada "hormona da felicidade", a serotonina, um neurotransmissor que exerce um papel importante no humor. O estudo também confirmou que a ingestão de cerveja tem um efeito tranquilizante sobre quem a bebe. Os cientistas destacam, no entanto, que o facto de beber cerveja não implica necessariamente a ingestão de bebidas alcoólicas, dado que o efeito positivo do sumo de cevada também se faz notar quando este não contém álcool. As substâncias contidas nos extractos de cevada parecem ter um impacto parecido ao que se atribui ao vinho tinto, ao chá verde e ao preto no organismo, cujo efeito positivo para a saúde, reconhecido cientificamente, prende-se com a prevenção das doenças coronárias.

Amamentação


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O que é o Refluxo Gastrointestinal?

O refluxo gastrointestinal é o retorno do fluxo de suco gástrico e/ou conteúdo no duodeno (ácido biliar; suco pancreático) até o esófago. Geralmente o refluxo gastrointestinal é devido à incapacidade do esfíncter esofágico inferior(EEI).
A regurgitação gástrica é uma extensão desse processo com volta do fluxo até a faringe ou boca. A azia é um sintoma do ácido no esófago, caracterizado por sensação de queimadura. Azia ocasional é comum e não necessariamente significa que a pessoa tenha doença do refluxo gastrointestinal. Porém, pessoas com azia mais de uma vez por semana estão sob o risco de desenvolver a doença do refluxo gastrointestinal. Hérnia hiatal, embora geralmente assintomática, é um factor de risco para o desenvolvimento da doença do refluxo gastrointestinal.

Sintomas da doença do refluxo gastrointestinal: O sintoma mais proeminente da doença do refluxo gastrointestinal é azia, a sensação de queimadura no peito vinda de baixo para cima até a boca, causada pelo refluxo de material ácido do estômago e esófago. Pessoas com refluxo gastrointestinal também tendem a ter a sensação de gosto azedo ou salgado na garganta devido à regurgitação.
Causas da doença do refluxo gastrointestinal: Ter doença do refluxo gastrointestinal indica incapacidade do esfíncter esofágico inferior. Acidez elevada ou muita produção de ácido gástrico pode contribuir para o problema, assim como a obesidade e gravidez. Outros factores que podem contribuir para a doença do refluxo gastrointestinal são hérnia hiatal, síndrome de Zollinger-Ellison, hipercalcemia e esclerose sistémica.

Ingerimos vitaminas nas quantidades ideais?

O estilo de vida moderno contribui em muito para que o nosso organismo não tenha a quantidade ideal de vitaminas. No corre-corre do dia a dia não nos alimentamos correctamente e o stress provoca uma descarga de hormonas que atrapalham a acção das vitaminas.
A vitamina C e o complexo B, que são hidrossolúveis (se diluem na água), perdem-se pelo vapor ou pela própria água do cozimento.
O melhor meio de cozimento para preservar as vitaminas antioxidantes dos alimentos são : forno de microondas, vapor e refogamento.


Efeitos colaterais altas doses de vitaminas
A suplementação de vitamina E não é recomendada para pacientes que estejam a receber terapia anti-coagulante, como aqueles com problemas cardíacos. Se estiver a fazer medicação com medicamentos como Coumadin ou aspirina, não utilize suplementos de vitamina E antes de consultar seu médico. A vitamina E, sendo também um anticoagulante, pode exacerbar o efeito anticoagulante no sangue.
A vitamina C em altas doses pode causar diarréia. Pessoas com história de cálculos renais também devem ter cautela ao utilizar suplementos de vitamina C. Outros possíveis efeitos colaterais desta vitamina são dores abdominais, cólicas, náuseas, azia, dor de cabeça, sangramento nasal, rubor facial e mucosa seca. O beta-caroteno, se utilizado por pessoas que ingerem bebidas alcóolicas, pode intensificar as lesões hepáticas causadas pela utilização de álcool. Desta forma, aqueles que bebem muito álcool devem evitar os suplementos de beta-caroteno.
As vitaminas hidrossolúveis ingeridas em altas doses são eliminadas pela urina e raramente causam intoxicação. Já as lipossolúveis vitaminas A e D podem causar sérios problemas de intoxicação quando tomadas em altas doses. Não utilize suplementos de vitamina A, que é altamente tóxica, a não ser por indicação médica.

Desnutrição


A desnutrição é um termo geral para uma condição médica causada por dieta desequilibrada ou carente de nutrientes importantes.
O mais comum na desnutrição é a pessoa não obter calorias suficientes na alimentação, ou ingerir uma dieta com deficiência de proteínas, vitaminas ou micro nutrientes. Escorbuto é uma bem conhecida, e agora rara, forma de desnutrição na qual há falta de vitamina C.
Os tipos mais comuns de desnutrição incluem a proteico-energética e de micro nutrientes. A desnutrição proteico-energética é a inadequada absorção ou disponibilidade de energia e proteínas no organismo. Já a desnutrição de micro nutrientes refere-se à falta de alguns nutrientes essenciais como vitaminas e sais minerais necessários em pequenas quantidades. Deficiência de micro nutrientes ocasiona várias doenças e compromete o funcionamento normal do corpo. A deficiência de vitamina A reduz a capacidade do organismo resistir a doenças. Deficiências de ferro, iodo e vitamina A são prevalentes e representam um desafio para a saúde pública.
CAUSAS:
· causas primárias: alimentação quantitativamente ou qualitativamente insuficiente em calorias e nutrientes.
· causas secundárias: a ingestão de alimentos não é suficiente porque as necessidades energéticas estão aumentadas em decorrência de qualquer outro fator não relacionado diretamente ao alimento. Ex: presença de verminoses, câncer, anorexia, alergia ou intolerância alimentar, digestão e absorção deficiente de nutrientes.
Outras causas:
· Fatores maternos – mãe desnutrida, adolescente, que trabalha fora, deprimida, com baixo vínculo mãe- filho;
· Fatores da criança – desmame precoce, diarréias de repetição, infecções respiratórias, internações, gemelaridade, baixo peso ao nascimento, criança que não ganha 500g por mês no primeiro trimestre;
· culturais e ambientais hábitos alimentares e de higiene, condições precárias de habitação e saneamento
· socioeconômicos; baixo nível sócio-econômico, baixa escolaridade, desestruturação familiar, disponibilidade de alimentos.

O que são Vitaminas



Vitaminas são substâncias necessárias para o metabolismo no organismo, mas que, na sua maioria, não podem ser produzidas no nosso corpo. Assim, elas são obtidas através de alimentos, bebidas ou suplementos vitamínicos. As excepções são a vitamina D, que é sintetizada no organismo numa escala limitada, e as vitaminas B12 e K, as quais são sintetizadas pela flora bacteriana no intestino.
Sem as vitaminas as reacções metabólicas no nosso organismo ficariam tão lentas que não seriam efectivas. Algumas vitaminas (C, E e A) também tem papel antioxidante diminuindo a acção nociva dos radicais livres..
Os atletas devem prestar atenção no consumo de B1, B2 e niacina. Enquanto trabalham, os músculos produzem uma substância, o ácido pirúvico, que sem a vitamina B1 , transforma-se em ácido láctico. As vitaminas B2 e niacina agem na obtenção de energia em exercícios de baixa intensidade e longa duração.
Os corredores também devem ficar atentos à ingestão de vitaminas antioxidantes (C, E e beta-caroteno), pois o seu organismo tende a produzir mais radicais livres.

Fome Oculta

O consumo de quantidades insuficientes de alimentos, ou seja, a desnutrição, ainda é, infelizmente, um problema gravíssimo para muitos países, em especial as classes socioeconómicas menos favorecidas. Mas existe outro tipo de fome, que pode não ser provocada pelo "estômago vazio" e está a espandir-se em todas as populações. O problema decorre da falta de alguns nutrientes importantes ou "protectores", e atinge todas as classes sociais, desde os mais pobres (por alimentação insuficiente) até aqueles que dispõem de mesa farta (por hábitos alimentares inadequados). Nos dois casos, os indivíduos não consomem a quantidade adequada de certos nutrientes indispensáveis, mas isso não é percebido pelo mecanismo interno de regulação da fome-saciedade. Ou seja, as pessoas não dispõem de "sensores" que as alertem para essas necessidades específicas. É a "fome oculta", que corrói o organismo e o deixa desprotegido.
Nos seres humanos, essa carência de vitaminas e minerais essenciais expressa-se em stress fisiológico, processos infecciosos (gripes) e alterações de comportamento (desânimo, mau humor, irritabilidade) que só aumentam a necessidade desses elementos ausentes, mas que muitas vezes não são repostos pelo fato de não ser detectada essa co-relação entre carências nutricionais e distúrbios físico-psíquicos. É importante destacar que, embora os nutrientes reponham o que é gasto pelo organismo, mantendo todas as funções fisiológicas e a boa saúde dos indivíduos, o potencial genético de aproveitamento desses elementos variam de pessoa para pessoa, tornando-as mais ou menos propensas a determinadas doenças.
Além disso, a chamada "fome oculta" aumenta o risco de danos a vasos sanguíneos, reduz as defesas orgânicas contra agentes causadores de doenças e diminui a possibilidade de controlo, no estado inicial de processos cancerígenos e da arteriosclerose. Existem muitas evidências epidemiológicas de doenças crónicas degenerativas ligadas a este tipo de fome e da capacidade de protecção fornecida por uma alimentação variada e moderada, junto com hábitos saudáveis e actividade física moderada e rotineira.

Alimentação Naturalista ou Orgânica


Nesta dieta prevalece a preocupação com o aspecto qualitativo da alimentação no que diz respeito à não utilização de aditivos, hormonas e antibióticos sintéticos. Procura-se também evitar processos como a conservação química e as irradiações. Do ponto de vista de variedade, esta dieta não é restritiva, apenas propõe o uso equilibrado de alimentos proteicos como carnes e ovos, assim como de sal e gorduras saturadas. É importante lembrar que para uma alimentação seja, de fato, "orgânica", a mesma deve ser preparada a partir de produtos com selo de certificação, o que garante que na origem esses alimentos foram produzidos isentos de contaminação química ou biológica, além de auxiliarem na conservação dos recursos naturais presentes na propriedade, como o solo e a água.

Consumo de álcool pode levar a AVC’s em jovens

O consumo pontual mas exagerado de álcool pode provocar acidentes vasculares cerebrais (AVC) hemorrágicos, sobretudo em adolescentes e jovens adultos, segundo um comunicado da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP).
A entidade alerta para o facto do " consumo excessivo, que caracteriza o consumo de fim-de-semana, ser altamente prejudicial". Este tipo de consumo "pode provocar AVC hemorrágicos, sobretudo em adolescentes e jovens adultos".Entre os benefícios das bebidas, a FMUP destaca o facto de o álcool proteger contra doenças coronárias e acidentes vasculares isquémicos, contra o cancro do tracto digestivo superior e do pulmão, contra a osteoporose (nas mulheres) e retardar o início da perturbação cognitiva ligeira própria da idade avançada e da doença de Alzheimer. Quanto aos efeitos nocivos, o álcool aumenta a probabilidade de ocorrer um acidente cerebral hemorrágico, bem como o risco de desenvolver cancro da mama e do cólon. O álcool propicia ainda malformações durante a vida intra-uterina

Principais tendências em Nutrição

O conceito de qualidade na alimentação sofreu muitas transformações no decorrer deste século. Inicialmente, características como a aparência e o paladar bastavam para associar qualidade a um alimento. Com o refinamento, como ocorreu com a farinha de trigo, o conceito de "pureza" era associado a todo alimento processado industrialmente. Posteriormente, a adição de vitaminas e sais minerais tornou-se um requisito fundamental para conferir a qualidade à comida.

Transplante de células de porco pode curar diabetes

A solução para a cura da diabetes poderá estar no transplante de células de porco produtoras de insulina, segundo um estudo publicado pela revista britânica Nature Science.
Os investigadores da University of Minnesota (EUA) transplantaram células do pâncreas de porco (conhecidas como ilhéus pancreáticos) em macacos com diabetes que se curaram com o tratamento. Segundo o chefe da investigação, Bernhard Hering, "estes resultados sugerem que é exequível utilizar células de porcos para obter uma cura a longo prazo da diabetes".Hering referiu que este trabalho permitiu um melhor entendimento da resposta do sistema imunitário dos macacos ao transplante dos referidos ilhéus, um elemento-chave para o seu posterior implante em seres humanos. No entanto, os medicamentos usados contra a rejeição têm fortes efeitos secundários nos seres humanos, sendo por isso necessário melhorá-los - considera o cientista. Mesmo assim, se as experiências em humanos começarem dentro de três anos e tudo avançar como previsto, Hering pensa que o tratamento poderá ser aplicado daqui a dez anos.

Redução Alimentar



Os nossos hábitos de vida e de alimentação são os maiores responsáveis pelo surgimento da obesidade, superando a predisposição hereditária que possamos trazer. Uma alimentação baseada em práticas inadequadas (excesso de massas e gorduras, baixo consumo de vegetais e frutas etc) aliada a uma vida sedentária resulta, fatalmente, em peso excessivo e saúde instável.
É importante referenciar que o açúcar e as gorduras são os principais componentes calóricos das refeições; o sal, embora não forneça calorias, estimula um consumo excessivo de certos alimentos, principalmente os que vêm adicionados de altas quantidades de gordura
Alguns pontos essenciais para quem quer melhorar os seus hábitos alimentares para reduzir o peso ou mantê-lo dentro dos padrões adequados:
Reduzir progressivamente a quantidade de açúcar que coloca no café, leite, vitaminas etc; com o tempo, poderá sentir necessidade de dispensá-lo de algumas preparações, como aquelas à base de frutas e leite, as quais já contêm o açúcar natural desses alimentos.
A mesma relação pode ser feita quanto à quantidade de sal, reduzindo a quantidade aos poucos, procurando sentir melhor o gosto dos alimentos.
As gorduras em geral (manteiga, margarina, maionese, óleos, azeite etc) também devem ser reduzidas (refogue alimentos com o mínimo possível de óleo) ou substituídas por outros alimentos de menor valor calórico.
Procure não fazer nenhum tipo de refeição (mesmo pequenos lanches) sem incluir algum alimento do grupo dos vegetais (legumes, verduras ou frutas). Esses alimentos, além de serem de baixo valor calórico, fornecem nutrientes essenciais, importantes para a manutenção do equilíbrio do organismo.
Não se esqueça e ingerir água durante o dia; a água também é um alimento e tem uma importante função reguladora no organismo, auxiliando, inclusive, no funcionamento dos intestinos.
Se consome grande quantidade de massas tenha cuidado com as que são ricas em gorduras ou açúcar. Dê preferência a massas e pães pobres em gordura e mais ricas em fibras.
Aumente a sua actividade física, procurando praticar exercícios regularmente. Uma mudança de hábitos alimentares, aliada à prática de exercícios, é o modo mais eficiente para se atingir o peso desejado.

Doença de Crohn


A principal causa da Doença de Crohn, assim como de outras doenças inflamatórias do cólon, como a colite, é uma alimentação errada, particularmente com o consumo excessivo de lacticínios (em especial leite, iogurte, natas) e açúcar, assim como outros doces e adoçantes artificiais. Estimulantes, chocolate e especiarias podem também ser factores contribuintes importantes.
Para tratar e nalguns casos curar os sintomas da Doença de Crohn é importante seguir uma alimentação, tendo em atenção as seguintes considerações:
-Comer todos os dias cereais integrais, particularmente arroz integral.
-É muito importante que se consumam cereais em grão em vez de farinhas e deve-se evitar completamente o uso de farinhas no forno, como pão, bolachas, tostas, biscoitos, etc. (o pão e outras “farinhas no forno” são muito mais difíceis de digerir e prejudicam imenso pessoas com problemas do foro intestinal).
-Para ajudar a absorção intestinal, creme de arroz e arroz cremoso com ameixa
-Sopas de cereais, particularmente sopas à base de arroz integral auxiliam a absorção intestinal e evitam que se perca muito peso.
-Na categoria dos vegetais devem-se evitar tomates, batatas, beringelas, espinafres, espargos. Todos os vegetais devem ser cozinhados até os sintomas melhorarem. A ideia de que pacientes com Crohn ou colite não devem comer “vegetais de verdes” é errada; apesar de nos primeiros dias estes vegetais poderem criar algum desconforto, são importantes para um bom restabelecimento da parede intestinal.
-Os métodos culinários para os vegetais devem ser variados e incluem: Saltear, cozinhar no vapor, cozer, estufar, entre outros.
Um aspecto final a considerar é que, em problemas deste tipo, devem-se evitar completamente alimentos como leite de soja, iogurte de soja e outros tipos de “lácteos não lácteos”, que tendem a criar mais irritação no tubo digestivo.
Mastigar muito bem os alimentos e tudo aquilo que se nos depara na vida é uma das técnicas mais importantes para absorver melhor e evitar indigestões

A fruta é essencial!



20% da nossa alimentação diária deve ser composta por fruta. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, uma dieta rica em fruta e vegetais, pode salvar todos os anos, 2,7 milhões de vidas em todo o mundo.

As doenças crónicas não transmissíveis como o cancro, as doenças cardiovasculares, a diabetes, a obesidade e o envelhecimento precoce são responsáveis por mais de 75% das mortes na Europa.
Uma alimentação rica em fruta e vegetais é essencial para uma vida mais saudável e pode salvar todos os anos cerca de 2,7 milhões de vidas em todo o Mundo. Quem o diz é a Organização Mundial de Saúde que dá um enfoque especial ao aumento do consumo de frutas e legumes na prevenção das doenças crónicas não transmissíveis.
A fruta é rica em vitaminas, minerais e fibra, nutrientes protectores e reguladores do organismo. Entre estes destacam-se os antioxidantes (tais como vitaminas A, C e E) que combatem os radicais livres (moléculas oxigenadas tóxicas produzidas pelo nosso organismo como resultado de diversos factores do dia-a-dia) que originam danos a nível celular, alguns deles irreversíveis. Estes nutrientes são assim responsáveis pelas propriedades protectoras que fazem da fruta um bem vital á nossa saúde.
A Organização Mundial de Saúde alerta para a necessidade de se promover o consumo de fruta e a Nova Roda dos Alimentos, elaborada pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto com o apoio do Instituto do Consumidor, aconselham o consumo diário de 3 a 5 porções de fruta o equivalente a 480 a 800 gramas diárias, dependendo das necessidades individuais.

Quinta-feira, Março 09, 2006

Os 10 Mandamentos da Alimentação Saudável


Por todo o lado se multiplicam os anúncios de “Dietas Eficazes” e “Produtos Milagrosos”, que muitos correm a comprar e porem em prática com a esperança de, rapidamente, eliminar os quilos acumulados com excessos e sedentarismo. No entanto, é tão fácil seguir um conjunto de “boas práticas” saudáveis que, de forma segura e sem riscos permitirão perder os quilos em excesso, contribuindo para uma melhor qualidade de vida. O exercício físico é fundamental, bastando andar a pé, na rua, todos os dias cerca de meia hora seguida.
Os “10 Mandamentos” são:

1. Beber muita água (cerca de 2 litros), começando em jejum e ao longo de todo o dia, de preferência no intervalo das refeições.
2. Nunca “encher” demasiado o estômago, optando por pequenas refeições, várias vezes ao dia.
3. Eliminar o açúcar que é adicionado ás bebidas e evitar o consumo de sumos, refrigerantes e bebidas alcoólicas.
4. Reduzir para metade as quantidades habituais de batata, arroz, massa e leguminosas.
5. Reforçar sempre as refeições principais com quantidades generosas de salada crua ou legumes cozidos.
6. Guardar o pão e fruta para comer nos intervalos das refeições principais.
7. Cozinhar de forma simples, á base de cozidos, grelhados ou estufados sem gordura.
8. Ingerir diariamente um produto lácteo magro (leite/iogurte/queijo).
9. Preferir o azeite a qualquer tipo de gordura.
10. Comer mais vezes peixe do que carne e reduzir a quantidade habitual destes alimentos, podendo substitui-los, 1 a 2 vezes por semana, por ovos confeccionados sem gordura.
Os “Dez Mandamentos” foram colocados de forma aleatória e não por ordem da sua importância. É do seu cumprimento em conjunto que resulta uma Alimentação Equilibrada e Saudável, ou seja, uma Alimentação Racional que deverá ser sempre complementada com estilo de vida adequado.

O Colostro

Nos primeiros dias depois do parto, as mamas secretam colostro. O colostro é amarelo e mais grosso que o leite maduro e é secretado apenas em pequenas quantidades. Mas isto é suficiente para uma criança normal e é exactamente aquilo de que precisa para os primeiros dias. Contém mais anticorpos e mais células brancas que o leite maduro. Dá a primeira “imunização” para proteger a criança contra a maior parte das bactérias e vírus.

O colostro é rico em anticorpos, que protegem contra infecções e alergias, apresenta muitos leucócitos, que protegem contra infecções, tem uma propriedade laxante, que expulsa o mecônio, ajuda a prevenir a icterícia. Acelera a maturação intestinal, previne alergia e intolerância e para além disso é rico em vitamina A, que reduz a gravidade de algumas infecções (como sarampo e diarreia), previne doenças oculares causadas por deficiência de vitamina A.
O colostro é também rico em factores de crescimento que estimulam o intestino imaturo da criança a se desenvolver. O factor de crescimento prepara o intestino para diferir e absorver o leite maduro e impede a absorção de proteínas não digeridas. Se a criança recebe leite de vaca ou outro alimento antes de receber o colostro, estes alimentos podem lesar o intestino e causar alergias.
O colostro é laxativo e auxilia a eliminação do mecônio (primeiras fezes muito escuras). Isto ajuda a evitar a icterícia.
O colostro é exactamente o que o bebé precisa nos primeiros dias!

Segunda-feira, Março 06, 2006

OBSTIPAÇÃO

O funcionamento normal dos intestinos varia de pessoa para pessoa, desde três vezes por dia a quatro vezes por semana. Considera-se que uma pessoa tem prisão de ventre ou obstipação se a evacuação for pouco frequente e as fezes duras, secas, difíceis de eliminar e em pequena quantidade. A obstipação crónica afecta mais as mulheres, as crianças e pessoas com mais de 65 anos.
A obstipação ocorre normalmente quando os intestinos não recebem água suficiente e funcionam demasiado devagar, o que provoca o endurecimento das fezes. À medida que os alimentos e os produtos residuais passam através dos intestinos, o corpo absorve água de modo a manter a pressão arterial ao nível adequado. Outras razões da obstipação são a ingestão de alimentos pobres em fibras dietéticas, as doenças dos intestinos e doenças crónicas como a esclerose múltipla. Pode ainda ser um efeito secundário de alguns medicamentos ou verificar-se durante o ciclo menstrual e na gravidez.
O esforço constante para defecar poderá causar hemorróidas, que são veias distendidas na zona rectal. A pele nessa zona é fina, e as veias podem romper, provocando hemorragias. A obstipação crónica nas pessoas idosas ou imobilizadas pode provocar fezes impactadas, em que as fezes endurecidas não podem ser evacuadas com o esforço normal. O médico poderá prescrever clisteres de óleo de amendoim ou de fosfato para as amolecer e, em casos particularmente difíceis, retirar parte das fezes endurecidas inserindo um ou dois dedos enluvados e lubrificados no ânus.

O que provoca obstipação
. Certas doenças (intestinos, operação, doença prolongada na cama, hemorróidas, hipotiroidismo, depressão, desidratação, etc.) e medicamentos (para Parkinson, hipertensão, estômago), e ainda, o abuso de laxantes.
. Alimentação pobre em resíduos (fibras, frutos, legumes, etc.) rica em alimentos que provocam obstipação (queijo, chocolate, arroz, etc.) e a ingestão fraca de líquidos.
. Também a podem provocar, a preguiça em evacuar quando tem vontade, o sedentarismo (andar pouco, não praticar exercício físico) e as mudanças de local de trabalho, do restaurante habitual, estilos de vida, viagens, stress, etc.


Mudar o estilo de vida
É possível prevenir e corrigir a obstipação ingerindo pelo menos 15g de fibras dietéticas por dia (leguminosas e feijão, pão integral, farelo, fruta fresca ou seca, como ameixas, e legumes frescos). As fibras dão às fezes volume e permitem reter a água necessária para estas não endureçam. A dose diária recomendada de fibras é de 30g.
Para facilitar a actividade intestinal, beba pelo menos 8 copos de água (ou outra bebida não alcoólica) por dia e evite bebidas com álcool e cafeína, pois causam desidratação.
Mastigue bem os alimentos, faça as refeições a horas certas, devendo iniciar a refeição com uma sopa á qual pode adicionar farelo ou incluir alimentos com resíduos (cenouras, feijão verde, nabo, alho francês, couves, feijão, grão, lentilhas, ervilhas, favas, etc.). Deve preferir pão de farinha não refinada (ex.: saloio, integral, milho, sementes, etc.) e cereais em abundância.
Os músculos desempenham uma função importante na acção peristáltica dos resíduos. O exercício diário regular tonifica os músculos e melhora a digestão.

GASTRENTERITE



A gastrenterite é um termo médico para a infecção do aparelho digestivo. Se for causada por um vírus, surge, em regra, como uma gripe. Se for causada por contaminação bacteriana dos alimentos, é uma intoxicação alimentar. Os sintomas da intoxicação alimentar são febre súbita, vómitos, dores abdominais e diarreia. Os responsáveis mais frequentes são a Campylobacter, E. coli e Salmonella, com origem em carne e aves pouco cozinhadas e leite ou lacticínios não pasteurizados. Poderá ser necessário fazer uma análise das fezes para identificação das bactérias. Se várias pessoas forem infectadas, os responsáveis pela área de saúde pública tentarão encontrar a origem para limitar a disseminação da infecção.
A maioria dos casos resolve-se com o tratamento de prevenção da desidratação e, por vezes, antibióticos. Os bebés e as pessoas idosas e frágeis são os que correm mais risco em caso de gastrenterite e poderão necessitar de hospitalização. A intoxicação alimentar pode ser prevenida através de uma higiene rigorosa na preparação de alimentos.

Diferentes tipos de leite materno

O leite materno nem sempre tem exactamente a mesma composição. Há algumas modificações importantes e normais. A composição do leite também apresenta pequenas variações com a alimentação da mãe, mas essas alterações raramente têm algum significado.

Leite Maduro
Em uma ou duas semanas, o leite aumenta em quantidade e muda seu aspecto e composição. Este é o leite maduro que contém todos os nutrientes que a criança precisa para crescer. O leite materno maduro parece mais fraco que o leite de vaca, o que faz com que muitas

mães pensem que seu leite é fraco. É importante esclarecer que esta aparência aguada é normal e que o leite materno fornece água suficiente, mesmo em climas muito quentes.
Leite do começo e leite do fim
O leite materno é tão complexo e impossível de ser imitado, que sua composição muda até mesmo durante a mamada!
Leite do Começo:
O leite do começo surge no início da mamada. Parece acinzentado e aguado. É rico em proteína, lactose, vitaminas, minerais e água.
Leite do Fim:
O leite que surge no final da mamada parece mais branco do que o leite do começo porque contém mais gordura. A gordura torna o leite do fim mais rico em energia. Fornece mais de metade da energia do leite materno.
A criança precisa tanto do leite do começo quanto do fim para crescer e se desenvolver. É importante deixar que ela pare espontaneamente de mamar. A interrupção da mamada pode fazer com que receba pequena quantidade de leite do fim (e consequentemente, menos gordura).

Composição do leite materno

O leite materno é um líquido rico em gordura, minerais, vitaminas, enzimas e imunoglobinas que protegem contra doenças. Apesar do leite maduro ser formado em 87% por água, os restantes 13% são uma poderosa combinação de elementos, fundamentais para o crescimento e desenvolvimento da criança.
Recém-nascidos perdem 25% do calor do seu corpo através da evaporação de água dos seus pulmões e pele. A maioria dos recém-nascidos vão mamar entre 9 e 11 vezes por dia, mantendo, facilmente, o equilíbrio de fluidos no corpo. A gordura no leite humano proporciona uma fonte de energia para seu crescimento e desenvolvimento, proporciona o colesterol necessário e ácidos essenciais de gordura. O leite materno é rico em ácidos gordos insaturados de cadeia longa, importante para o desenvolvimento e mielinização do cérebro. Ácido araquidónico, gorduras poliinsaturadas, existem em maiores concentrações no leite humano do que no leite de vaca, sendo muito importantes na síntese de prostaglandinas.
As proteínas do leite humanas são estruturais e qualitativamente diferentes das do leite de vaca. Do conteúdo proteico do leite humano 80% é lactoalbumina, enquanto que no leite de vaca essa proporção é de caseína. A relação proteínas do soro/caseína do leite humano é aproximadamente 80/20, a do leite bovino é 20/80.
O leite humano contém, também, diferentemente do leite de vaca, maiores concentrações de aminoácidos essenciais de alto valor biológico (cistina e taurina) que são fundamentais ao crescimento do sistema nervoso central. Isso é particularmente importante para o prematuro, que não consegue sintetiza-los a partir de outros aminoácidos por deficiência enzimática.
O principal carbohidrato é a lactose mais de 30 açúcares já foram identificados no leite humano, como a galactose, frutose e outros oligossacarídeos. A concentração de lactose é de 4% no colostro e de até 7% no leite maduro. A lactose facilita a absorção de cálcio e ferro e promove a colonização intestinal com Lactobacillus bifidus.

Por que o leite materno é o melhor?

O leite humano é o melhor alimento que uma criança pode receber já que foi especialmente concebido para satisfazer às suas necessidades. O que o torna inigualável é o facto de que ele satisfaz os aspectos "Nutricionais-Vínculo-Estimulação-Imunidade", todas estas necessidades inadiáveis do recém-nascido. Estas necessidades nenhum alimento substituto consegue satisfazer de forma tão completa quanto o leite materno.O leite humano é o alimento ideal para a criança no primeiro ano de vida, porque:
· É um alimento completo e provido de todos os nutrientes que o lactante necessita nos primeiros meses de vida.
· Seu conteúdo em nutrientes é o adequado para a imaturidade da função renal e intestinal do bebé, para o crescimento e maturação de seu cérebro e como matéria-prima para as transformações que seu corpo vai sofrendo ao longo do primeiro ano de vida.· Os seus componentes encontram-se numa proporção tal, que nenhum deles interfere com a absorção de outro.
· O aporte de substâncias anti-infecciosas chamadas imunoglobinas é o complemento ideal para as deficiências imunológicas do bebé nos primeiros anos de vida.
· A forma química em que se encontram o ferro e o zinco é a forma ideal para seu aproveitamento máximo.
· O leite materno contém um tipo especial de carbo-hidrato que é necessário para a formação de uma flora intestinal protectora que inibe o desenvolvimento de germes e parasitas intestinais.
· O contacto físico com a mãe contribui para fortalecer o vínculo psico-afetivo.
· As mães que amamentam geralmente apresentam períodos de infertilidade mais longos após o nascimento do que as que não amamentam.
· A amamentação imediatamente após o parto estimula a contracção do útero para que ele retorne ao seu tamanho original de forma mais rápida.
· Representa a forma mais natural de recuperar o peso após a gravidez, já que a gordura acumulada é consumida para a formação de leite.
· O leite da mãe está disponível em todo o momento e em todo o lugar, à temperatura ideal e em perfeito estado de higiene.
· As crianças que não são amamentadas ao seio apresentam mais risco de adquirir uma grande diversidade de doenças como: diarreia, eczemas, cólicas, infecção respiratória aguda, otite média aguda, bacteremia e alguns tipos de meningite entre outras.
· Vários estudos já demonstraram um efeito protector do leite materno contra outras doenças que aparecem mais tarde na vida, tais como: asma, diabetes tipo 1 e doenças auto-imunes.
· Para a mãe os benefícios são: diminuição do risco de cancro de mama, aumento da auto-estima e fortalecimento do vínculo mãe-filho ao promover o contacto pele a pele.
· Apresenta vantagens económicas, já que amamentar é muito mais barato do que alimentar a criança com substitutos do leite materno. O custo do alimento extra que a mãe necessita para produzir leite é insignificante em comparação com o custo das fórmulas lácteas e a energia consumida para aquecer água, esterilizar biberão, etc.
· Para a sociedade e Estado representa um importante benefício à saúde já que previne a aparição de numerosas doenças que necessitam de hospitalização e que representam um importante gasto para a comunidade.
· Além disto, os lactantes que se alimentam com leite de vaca encontram-se mais expostos a:
- Desidratações, já que necessitam utilizar mais água de seu corpo para formar urina do que os que se alimentam de leite materno.
- Apresentar baixos níveis de cálcio já que o excesso de fósforo do leite de vaca dificulta a absorção de cálcio.
- Diarreias, já que o tipo de flora intestinal que se forma quando se alimentam com leite de vaca não os protege tanto quanto a flora formada com o leite materno.
- A sofrer de anemia, já que o ferro do leite de vaca não é absorvido de forma tão eficiente quanto o leite materno. Além disto, o leite de vaca produz micro-hemorragias intestinais nos lactentes, o que também pode favorecer a aparição de anemia.
- Ao sofrer de dermatite amoniacal (dermatite das fraldas), já que o excesso de proteínas do leite de vaca que é eliminado pela urina em forma de amoníaco pode produzir dermatite na zona genital.

Os factores culturais e sociais geram alterações permanentes nos seres humanos que fazem com que o aleitamento materno não seja um comportamento predominantemente instintivo no ser humano. Por isto é possível e muito importante estimular, ajudar, e ensinar a mãe a amamentar melhor desde os primeiros meses da gravidez para que tanto ela quanto a criança possam gozar do benefício da amamentação.

Soja crua reduz o colesterol


Além das suas propriedades antioxidantes, de redução do risco de doenças cardíacas e de prevenção do cancro, a soja também tem a capacidade de reduzir o colesterol, segundo um estudo recente.
Uma equipa da University of Kentucky, em Lexington, EUA, analisou 57 estudos sobre o impacto da proteína no colesterol presente no sangue e concluiu que consumir duas doses diárias de proteína de soja crua reduz os níveis de colesterol até 9%.
Não valem, no entanto, os cereais ou as barras enriquecidas com soja, já que, quando submetida a altas temperaturas, a proteína perde as suas propriedades. Vale, por outro lado, cozinhar o tofu (60 gramas por dia), já que as proteínas já estão estabilizadas no produto.
Caso a pessoa prefira o leite, explica o autor do estudo, James Anderson, professor da University of Kentucky em Lexington, devem ser consumidos 350 centilitros por dia. A soja seca, sobre alimentos ou em vitaminas, é outra alternativa proposta pelo especialista. "As proteínas de soja aumentam a actividade dos receptores de baixa densidade da lipoproteína, principalmente no fígado, que elimina o colesterol do corpo", explicou.Além disso, a ingestão da soja crua deve ser feita como se faz com um medicamento, em intervalos de várias horas. Tomar a dose recomendada numa só refeição impediria o corpo de assimilar as propriedades da soja.

Como se pode contornar este grande problema da alimentação do mundo actual?



Confeccionando, por exemplo, este tipo de refeições em casa, com a ajuda dos mais novos, recorrendo a produtos de boa qualidade e assegurando que não faltam sopa, salada, água e fruta; sendo sensato e firme na hora das decisões, comer um hambúrguer uma vez por outra não será grave, desde que não permita que o hábito se instale.
Uma alimentação saudável assenta numa decisão de escolha de produtos, completa, equilibrada e variada, compatível com o prazer e a dimensão social que os alimentos têm na nossa cultura. Por isso, as ementas são flexíveis, permitindo efectuar escolhas de acordo com as suas preferências alimentares.

Alimentação - Crianças dos 6 aos 12 meses


Clique na imagem para visualizar melhor.

Regras Alimentares


Não basta comer, é necessário comer bem.
A alimentação desequilibrada, por carência ou excesso, leva ao aparecimento de várias doenças.
Todos os alimentos têm importância no bom funcionamento do organismo.
Regras fundamentais:
Refeições fraccionadas (três principais e duas a três intercalares)
O pequeno-almoço é muito importante, não deve ser omitido
É obrigatório o consumo diário de leite e derivados (queijo e iogurtes,...)
Comer legumes, saladas e frutas frescas diariamente
Os cereais, leguminosas secas e batata são importantes em alimentação saudável
O azeite é a melhor gordura, quer como tempero, quer para confecção.
Consumir carne, peixe ou ovos em duas das refeições principais
Evitar o consumo de gorduras saturadas (pizzas, batata frita, molhos, bolos, hambúrguer, charcutaria,..)
Moderar o consumo de açúcar e alimentos açucarados.

O que comer num estabelecimento de fast-food?

Por vezes, optamos por uma sanduíche, mas servida com batatas fritas e bebida, o que pode duplicar o valor calórico da nossa refeição. Por isso, é necessário questionar o que a pode valorizar, tendo em conta que a dose diária de calorias recomendada para uma mulher são 2000cal, e para o homem, 2500cal.
Todos sabemos que umas batatas fritas estaladiças e douradas são o complemento ideal para um suculento hambúrguer. Mas este prazer tem um preço. No McDonald´s, por exemplo, um pacote de batatas fritas grande tem mais calorias (535) do que muitos dos seus hambúrgueres. Por isso, uma salada mista sem tempero (13 calorias) pode ser considerada uma boa alternativa às batatas fritas. Para a maioria das pessoas, os acompanhamentos representam 1/3 a 1/4 das calorias necessárias para um dia inteiro, e, para muitas crianças, metade ou mais das suas necessidades diárias. Por isso, evite-as durante a semana, e ao fim-de-semana, em que se poderá exceder um pouco mais, peça, ainda assim, o pacote de batatas mais pequeno, que possui cerca de 1/3 das calorias e da gordura.
Fuja também das sobremesas e gelados, que são geralmente muito calóricos, e prefira as saladas de fruta, sumos naturais ou iogurtes. Beba à sua saúde. Lembre-se de que 4 dl de Coca-Cola (copo médio) contêm 176 calorias e que os batidos e refrigerantes apresentam muitas vezes valores ainda mais elevados. Se optar por beber Coca-Cola ou outra bebida do género opte pela versão light ou diet, mas não se esqueça que normalmente contêm cafeína, sendo, por isso, desaconselhadas a crianças. O seu teor em ácido fosfórico pode ser responsável por desmineralização óssea ou dentária se estas bebidas forem consumidas com frequência. Lembre-se também de que tudo o que tem açúcar não sacia a sede. Para acompanhar a refeição, um copo de água fresca com uma rodela de limão, um chá fresco ou um sumo de fruta natural em vez da peça de fruta no fim são uma boa opção.
Aproveite as saladas. Escolha a sua composição e temperos com cuidado; em alguns casos, uma salada Caesar, ou outra salada, pode conter tantas calorias e tanta gordura que destrói a ideia original.

Tratamento de Disturbios Alimentares


O tratamento do distúrbio alimentar é complexo, moroso e especializado, reconhecidamente difícil, em que a eficácia do protocolo terapêutico depende da existência de condições adequadas e de uma equipa multidisciplinar que funcione de forma a lidar, eficazmente, com os aspectos psicológicos, psiquiátricos, médicos e sociais destes distúrbios.
A intervenção terapêutica mais validada empiricamente e com melhores resultados terapêuticos (diminuição da sintomatologia e diminuição da taxa de recaída) é o tratamento cognitivo-comportamental. O modelo conceptual subjacente permite uma compreensão e formulação dos distúrbios alimentares, com base na natureza interactiva dos vários factores de risco, precipitantes, manutenção e de protecção.
O tratamento cognitivo-comportamental em termos gerais, faz-se em três etapas:
Primeira – recuperação do peso e regularização do padrão alimentar;
Segundo – reestruturação cognitiva;
Terceira – prevenção da recaída.

As decisões relativas ao tratamento, em cada etapa são tomadas de acordo com alguns critérios fundamentais:
Idade da jovem
Contexto da vida actual
Duração e evolução do distúrbio
Sintomatologia actual
Tratamentos anteriores
Personalidade previa (depressão, problemas do controlo do impulso, etc.).
Estado físico

Habitualmente o tratamento cognitivo-comportamental é feito em regime de ambulatório, podendo em determinadas situações específicas (ex., perda de peso progressiva e acentuada com sérias complicações físicas, existências de índices elevados de psicopatologia, etc) ser necessária a hospitalização.

Disturbios Alimentares

O que são Distúrbios Alimentares?
São doenças psiquiátricas. Na sua origem estão a interacção de factores psicológicos, biológicos, familiares e socioculturais. Caracterizam-se, fundamentalmente por alterações significativas do comportamento alimentar.
Os distúrbios alimentares ocorrem predominantemente nos países industrializados, tendo uma incidência menor nos países pouco desenvolvidos e fora do mundo ocidental. Afectam sobretudo as mulheres jovens, aparecendo no homem apenas em cerca de 10 % dos casos. Dados como estes indicam que os distúrbios alimentares estão interligados a factores socioculturais. Existe um largo consenso entre investigadores e clínicos de que isoladamente nenhum factor etiológico só por si é suficiente para explicar o desenvolvimento de um distúrbio alimentar ou contribuir para explicar a variância entre a população clínica. A importância relativa das influências socioculturais, biológicas, psicológicas e familiares e a forma como interagem entre si pode ser diferente consoante o período de desenvolvimento do/da jovem, influenciando o aparecimento ou não do distúrbio alimentar e a sua cronicidade.
Sabe-se que não se deve a modas, mas que a pressão cultural para a magreza, a insatisfação e a preocupação com o peso podem contribuir, juntamente com outros factores, para um aumento da vulnerabilidade, que por sua vez pode levar à tomada de decisão de iniciar uma dieta. É pertinente referir que a dieta só por si não constitui uma condição suficiente para o desencadear de um distúrbio alimentar, mas é uma condição necessária, dado que não existem distúrbios alimentares sem dieta.
Dos vários distúrbios alimentares existentes destacamos a Anorexia Nervosa, a Bulimia Nervosa e a Ingestão Compulsiva.


Sinais de Risco e de Alerta
- Emagrecimento rápido sem causa aparente
- Redução na quantidade de alimentos ingeridos ou escolha de produtos magros ou de baixo valor calórico (dieta)
- Desculpas frequentes para não comer ou para o fazer isoladamente
- Praticar exercício físico em excesso
- Amenorreia nas raparigas e perda de erecção nos rapazes
- Mudança de temperamento (maior agressividade, irritabilidade e isolamento social)
- Desenvolvimento de comportamentos ritualizados à refeição (ex. cortar a comida aos bocadinhos)
- Não assumir a fome
- Isolamento social
- Atitude extremamente critica em relação à imagem e forma corporal
- Grandes oscilações de peso
- Comer frequentemente grandes quantidades de comida de forma compulsiva
- Comportamentos compensatórios do ganho de peso (ex. vómito)
- Utilização de laxantes ou diuréticos
- Instabilidade emocional (alteração de humor)

Alimentação Compulsiva


A alimentação compulsiva é semelhante à bulimia, pois em ambos os casos o utente come em excesso. No entanto são doenças diferentes.
Esta doença caracteriza-se por:
· Episódios repetitivos de alimentação excessiva ("atracones").
· Uma sensação de perda do controle enquanto come, ou comer até se sentir enfadado, até se sentir mal disposto.

Quais são os factores de risco?
A maioria das vítimas tem um problema de obesidade – em qualquer grau – e um historial de importantes subidas e descidas (variação com picos) de peso. Tipicamente, têm mais problemas para perder e manter o peso do que o resto da população. São pessoas muito vulneráveis, e que geralmente sofrem de depressão.

Que efeitos pode ter?
As principais complicações da alimentação compulsiva são: a obesidade, o colesterol alto, a hipertensão, a diabete, as doenças cardiovasculares e alguns tipos de cancro.

Como se trata?
O tratamento é semelhante ao da bulimia: psicoterapia e medicação. Esta medicação é constituída fundamentalmente por anti depressivos, em particular os inibidores da reabsorção da serotonina.

Fast-food



Os americanos são os maiores consumidores de fast-food do Mundo e têm uma taxa de obesidade de 60% nos adultos e de 14% nos jovens. O número de jovens obesos duplicou nos últimos 20 anos.
Todos nós somos testemunhas da proliferação maciça de casas de comida rápida, os famosos fast-food. O sucesso destes estabelecimentos deve-se a factores como a publicidade, a moda, a facilidade, o preço baixo e as ofertas/promoções.
Sabemos como os mais novos são um alvo fácil das políticas de atracção e fidelização de clientes. Mas os pais dos mais novos devem ser o contraponto, o elemento que equilibra, nem que para isso avancem com o seu papel de "quem manda".
Quanto mais informados estiverem os pais, mais à vontade se sentirão para contrariar as vontades dos filhos, quando estas forem as piores opções.Hamburguerias e pizarias são os locais de eleição de crianças e jovens, na hora de ir comer fora. Vejamos e analisemos as refeições típicas destes locais:
Hamburgueria
pão, hambúrguer, fatia de queijo, folha de alface e ½ rodela de tomate
batata frita
maionese, mostarda e "ketchup"
refrigerante
gelado
Pizaria
piza: massa de pão, molho de tomate, queijo e fiambre, bacon, salsichas, chouriço...
refrigerante
gelado ou bolo
Ambos os exemplos mostram-nos refeições:
ricas em gorduras - fritos, maionese, queijo, chouriço, bacon...
ricas em açúcar - refrigerante, gelado e bolo.
ricas em sal - batatas fritas, maionese, queijo, chouriço, bacon...
pobres em fibras, vitaminas e minerais - os legumes e a fruta não aparecem. A folhita de alface e a ½ rodela de tomate são mesmo insuficientes...
pobres em água - apesar dos refrigerantes serem ricos em água, são-no também em substâncias que o organismo vai ter de eliminar através da urina, ou seja, gastando água.
Existe ainda outros aspectos, tais como:
Qualidade – neste tipo de produtos (hambúrgueres e pizas) podem ser usadas sobras, partes menos nobres e/ou produtos de menor qualidade.
Quantidade – as doses individuais são excessivas, particularmente quando há promoções.
Preço – quando a qualidade é baixa, nenhum baixo preço é barato.

Domingo, Março 05, 2006

Cuidados Alimentares na Diálise

Quando os rins perdem as suas capacidades, pode manifestar-se a situação de Insuficiência Renal Crónica. Nesta fase, para a vida ser mantida com qualidade razoável, é necessário utilizar métodos substitutivos da função renal.
O método de eleição é a Transplantação Renal. Entretanto, para este há habitualmente um tempo de espera, durante o qual se torna necessário utilizar outros métodos: a Hemodiálise e a Diálise Peritoneal.
O tratamento da Insuficiência Renal Crónica não se reduz à sessão de diálise, é necessário complementá-lo com a medicação e com condicionamentos alimentares.
Os complementos alimentares não são fáceis de cumprir, mas deles depende o seu bem-estar!
A seguir, estarão alguns conselhos para a selecção e confecção dos alimentos, durante a diálise:

Atenção aos líquidos:

Diminuir a ingestão de líquidos não é fácil…A água não existe apenas nos líquidos, mas em todos os alimentos… Por isso deve:

  • Evitar Sopas, caldos e molhos (se comer sopa deve fazê-lo de garfo. O que o garfo não levar à boca é para rejeitar).
  • Evitar alimentos muito ricos em água como, por exemplo: a gelatina e a melancia.
  • No verão, quando a sede é muito grande, chupar pequenos cubos de gelo, feitos com água pura, esta gelada “mata” melhor a sede, do que outro tipo de líquido.
  • Não ultrapassar a quantidade de líquidos aconselhada, ao longo do dia.

Atenção ao Sal

O sal tem influência directa sobre duas coisas muito importantes: a sede e a tensão arterial, por isso é fundamental reduzir a sua ingestão.

  • Comer pão sem sal
  • Evitar alimentos muito ricos em sal como, por exemplo: conservas, enchidos, fumados e salgados.
  • Usar substitutos de sal como, por exemplo: piri-piri, pimenta, vinagre, sumo de limão, ervas aromáticas (louro, salsa, alecrim, coentros, etc.).

Atenção ao Potássio

O potássio existe em todos os alimentos, pelo que se torna complicado reduzir a sua ingestão. No entanto, é fundamental fazê-lo! Para isso deve:

  • Evitar alimentos demasiado ricos em potássio com, por exemplo: feijão, grão, couve-galega, espinafres, banana, uvas, figos, melão de casca de carvalho, frutos secos e /ou cristalizados, enchidos, fumados, café solúvel, leguminosas secas, sangue e derivados, chocolate queijo, etc.

Os legumes, as hortaliças e as batatas devem ser cortadas em pedaços pequenos e colocados de molho no dia anterior ao consumo. No dia em que vão ser consumidos devem ser cozidos em duas águas e estas devem ser rejeitadas.

  • As saladas cruas devem ser utilizadas de forma consciente: 3 ou 4 rodelas de tomate ou pepino, ¼ do prato de alface ou cenoura raspada, se ao almoça comer uma salada crua, ao jantar opte por legumes ou hortaliça cozida.

Atenção ao fósforo

  • Evite o consumo de alimentos muito ricos em fósforo como, por exemplo: leite, queijo, iogurte, gema de ovo, etc.