Enfermagem_Nutrição: Alimentação e Doenças Cardíacas

Enfermagem_Nutrição

Dicas de nutrição. Como realizar uma alimentação saudável, problemas que advêm de uma alimentação desiquilibrada e incorrecta, assim muitas curiosidades e mitos da alimentação...

Quinta-feira, Fevereiro 23, 2006

Alimentação e Doenças Cardíacas


Tal como os alimentos que come, também os que evita podem desempenhar um papel crucial na prevenção de doenças graves, como a doença coronária e os acidentes vasculares cerebrais.


Comer para um coração saudável

A maioria das pessoas do mundo ocidental come demasiadas gorduras – cerca de 40% do consumo total de calorias ingeridas. Como as gorduras desempenham um papel-chave no desenvolvimento de doenças cardíacas, é importante reduzir o consumo de gorduras para cerca de 30 a 35% do valor calórico. As recomendações incluem também proceder a uma redução específica no consumo de gorduras saturadas, que se encontram nos produtos animais como a carne vermelha, o leite, o queijo e outros produtos lácteos, bem como nos ácidos gordos.
É necessário comer mais glícidos complexos, como o pão, batatas, arroz, massa e cereais de pequeno-almoço de baixo teor de gorduras e açúcar. Estes alimentos devem construir cerca de metade do seu aporte diário de calorias e representar a porção principal de todas as refeições normais e ligeiras. Para tirar o máximo proveito das vitaminas e minerais que se encontram nestes alimentos, escolha as variedades mais ricas em fibra, como a massa de trigo integral, arroz integral e pão e cereais de farinha integral.
A fruta e os legumes também desempenham um papel-chave na prevenção de muitas doenças. As orientações actuais recomendam comer, pelo menos, cinco doses de fruta, de legumes e saladas por dia. Fruta e legumes frescos ou cozidos são melhores; as variedades enlatadas podem ser mais ricas em açúcar e sal, mas não têm o mesmo nível de vitaminas e minerais – verifique os rótulos no que diz respeito às quantidades de açúcar e sal adicionados.
Outras sugestões para uma alimentação pensada para um coração saudável incluem comer peixes gordos duas a três vezes por semana, reduzir o consumo de sal e beber apenas quantidades moderadas de álcool.


Criar bons hábitos alimentares

Pôr em prática os conselhos dos especialistas é frequentemente bastante difícil no que diz respeito aos alimentos. A maioria das pessoas come por variadas razões e não apenas por ter fome ou para se manter saudável. A comida proporciona prazer e repele o enfado e a depressão.
Mudar um padrão de alimentação pouco saudável para um mais saudável pode implicar algum tempo e organização; por isso vá fazendo pequenas alterações graduais em vez de mudar tudo de uma só vez. Comece a comer regularmente três refeições por dia, incluindo o pequeno-almoço ou um lanche a meio da manhã, uma refeição ligeira e uma refeição principal. Tome esta última durante o dia, quando precisa de energia, e uma refeição ligeira à noite. Mantenha o mesmo padrão alimentar e siga algumas orientações diabéticas. Escolha refeições rápidas com baixo teor de gorduras e açúcar.
Saltar refeições deixa-o, geralmente, com tanta fome mais tarde que não consegue resistir a refeições rápidas pouco saudáveis. É muito fácil optar por uma alimentação rápida: a maioria - batatas fritas, biscoitos, hambúrgueres e chocolate – é rica em gorduras, sal e açúcar. Podem comer-se alimentos rápidos ocasionalmente como parte da alimentação diária, mas não devem construir uma grande fatia do consumo de alimentos, dado que proporcionam sobretudo “calorias vazias” (calorias sem valor nutritivo).
Algumas pessoas preferem comer refeições mais pequenas com intervalos mais frequentes. Desde que os alimentos escolhidos sejam saudáveis, este padrão de alimentação não apresenta qualquer inconveniente.
Evitar a Hipertensão

Uma tensão arterial alta é um factor conhecido de risco para as doenças cardíacas, dado que pode lesar as artérias que irrigam o coração. Normalmente não existe apenas uma única causa para isso – vários factores, incluindo a alimentação, desempenham papéis importantes – mas nas pessoas com uma tensão moderadamente alta, as alterações alimentares são muitas vezes suficientes para manter a situação sob controlo.
A tensão alta é particularmente comum nas pessoas com excesso de peso, por causa da pressão exercida sobre o coração. Perder os quilos em excesso e manter um peso normal costuma ajudar a reduzir a tensão arterial.
Beber muito álcool também aumenta a tensão arterial.
Um consumo elevado de sal pode estar associado a tensão alta. As pessoas sensíveis ao sal devido a problemas renais devem consumi-lo em pequenas quantidades. No entanto, para a maioria das pessoas, é recomendável uma redução moderada. Não adicione sal quando estiver a cozinhar; prove sempre antes de deitar sal; experimente temperar com ervas aromáticas e especiarias. Reduza a quantidade de alimentos industrializados. Ao fim de algum tempo, as suas papilas gustativas ajustar-se-ão gradualmente a uma alimentação com pouco sal e verá que nem sente falta dele.